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Mostrando postagens com marcador International master. Mostrar todas as postagens
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sábado, 1 de novembro de 2008

Cursos de mestrado na Europa reunidos em um único site

Há poucos dias foi lançado um site muito bacana para quem está procurando cursos de mestrado na Europa: o Study in Europe. Ele agrega de forma competente muitas universidades e economiza tempo na hora da procura. Mas como as outras dicas que dei, é um ponto de partida para encontrar o que se quer entre tanta oferta.


Dica de viagem: Por mais completos que sejam os sites de referência, nada substitui a visita atenciosa à página da própria universidade. E, caso as informações sejam contraditórias, é bem provável que a universidade esteja correta e, no meio de tantos cursos, os alimentadores de conteúdo dos agregadores tenham feito confusão.


Herzliche Grüβe

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Escolha do curso (III)

Ainda restam algumas cartas na manga na hora de escolher o curso no exterior. Fiquei devendo as informações da Suécia. Então vamos lá: eles têm um sistema de buscas para mestrados – a maioria de graça também –, inclusive com a opção de bolsas. Calma e dedicação nesse garimpo são o segredo. Vale o mesmo conselho das outras faculdades: nem todos os cursos estão na busca e na própria universidade é possível encontrar mais opções. Um destaque aqui: a Universidade de Estocolmo tem um centro de Língua Portuguesa (embora o site esteja em Sueco), que costuma ter vagas excedentes: entre em contato com a coordenação e veja que tipo de mestrado estão oferecendo. O foco é língua e literatura ibérica, mas de um semestre para o outro existem variações.

Bom, fica ainda o registro do MasterGuide.org: amplo, mas incompleto. Não deixe de verificar o site do Universia (é só fazer o cadastro para ter acesso às informações completas) e também do CNPQ. Para quem ainda está na universidade – ou já fazendo mestrado – os departamentos de relações internacionais muitas vezes oferecem um semestre ou ano no exterior. Esses processos pecam por uma melhor divulgação: mas como pouca gente fica sabendo, a concorrência também é menor.

Para quem é da área de humanas, meio ambiente e, em alguns casos, até mesmo da saúde, o Rotary oferece boas opções. Para participar é preciso ser apontado por um clube: procure algum da sua cidade, faça contato com o presidente e veja os prazos. Já vi situações em que os rotarianos não sabiam dar todas as informações, mas baixando os manuais e arquivos das “Bolsas para Paz”, dá para tirar o processo de letra. Além de cursos de mestrado, eles tem um programa de curta duração bem interessante na Tailândia. Já fiz um intercâmbio de Rotary para a Austrália (GSE em inglês ou IGE no Brasil) e foi incrível! Neste caso, não se trata de estudo, mas de conhecer como se exerce a profissão no país visitado. O Rotary arca com passagens, estadia, alimentação. Cada distrito (região rotária) oferece o programa para um país parceiro: envia quatro profissionais e recebe outros quatro. São 30 dias apenas, mas valem por muito mais!

Com base nesta experiência em Down Under, fica mais uma dica para procurar bolsas, especialmente na área de meio ambiente e saúde, embora a lista de opções seja grande: a Austrália. Vá direto ao site das universidades e descubra quais cursos estão disponíveis. O governo tem bolsas próprias para estimular a formação em profissões em demanda e, depois de formado, as chances de virar cidadão australiano ficam bem altas. Vale a pena investir tempo percorrendo os sites de cada Universidade. São poucas as bolsas em cada instituição e os candidatos são de todo o mundo... mas alguém tem que levar, certo!

Dica de viagem: Encontrar o curso certo não é tarefa fácil, mas é preciso paciência. Ler muito – isso já ajuda a treinar o inglês para o Toefl – é a regra. Mas não se limite a um “curso dos sonhos” . Aqui na Alemanha, por exemplo, os programas podem ter variações: você escolhe matérias entre uma série de opções e pode formatar suas cadeiras de acordo com o que tem em mente para a Tese.


Herzliche Gruβe

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Escolha do curso (II)

Ainda sobre a escolha do curso, vão algumas dicas da Holanda Nos países baixos, o melhor caminho é o site do Nuffic, que oferece bolsas integrais, incluindo até mesmo o custeio da passagem. Para pleitear esse custeio, é preciso, inicialmente ser aprovado em uma universidade. No site do Nuffic está disponível a .lista de cursos que podem ser agraciados com a bolsa. São duas rodadas seletivas, uma com deadline em outubro e outra em fevereiro. Então, um breve passo-a-passo:

Procure a listas de cursos no site do Nuffic e, com os links, verifique as informações específicas direto no site da universidade escolhida. Mais uma vez, mande e-mails com as dúvidas. Na Holanda, boa parte das universidades não tem uma data de inscrição específica e aceita o envio dos formulários o ano todo. Você manda o application e espera uma resposta para, então, dar continuidade ao processo de pedido de bolsa. Fique atento para não perder o prazo de apresentação dos documentos: as datas limites valem para que a papelada esteja na embaixada da Holanda em Brasília. Dessa forma, é importante aplicar com bastante antecedência.

Depois de aceito no mestrado – não há limite para quantos você quer se inscrever, já que a inscrição é direta com cada universidade, mas é preciso escolher apenas um para submeter à bolsa – preencha a papelada específica da bolsa. Vale dizer que o empregador precisa assinar a papelada, concordando com a dispensa do funcionário durante o período do curso.


Dica de viagem: Na Holanda, fui aprovada na The Hague University: ou seja... a Universidade de Haia. Ainda não saiu a resposta da bolsa do Nuffic... então, fico no aguardo. É lá que fica o Tribunal Internacional de Justiça ou Corte Internacional de Justiça, principal órgão judiciário da Organização das Nações Unidas. Uma cidade linda...

Herzliche Grüβe

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Segundo passo: escolha do curso (Alemanha I)

A palavra-chave para estudar no exterior é “international master”. Dessa forma são identificados os cursos em inglês oferecidos pelas universidades européias. Então, Google it! A gama de respostas vai ser imensa: vale associar alguma palavra que defina a área para restringir os resultados e, então, começa o garimpo. Como já foi dito, a Alemanha, Suécia, Dinamarca e Finlândia são alguns dos países em que não há mensalidade. Iniciar a busca por universidades dessas regiões aumenta a chance de êxito: mas não esqueça de verificar no site de cada uma o link sobre “ Fees”.

A senha pra ir adiante é: “no tution fees”. Fique atento aos prazos de inscrição: a maioria corresponde à data que o material deve estar na faculdade e não o carimbo do correio. No geral, os deadlines são entre janeiro e março para quem começa a estudar em outubro, mas as determinações variam em cada curso, mesmo dentro de uma mesma faculdade. Bom... esse post fica mais focado na Alemanha, mas logo divido as experiências com outros países também (já que consegui vagas na Suécia e Holanda).

Na Alemanha, um bom ponto de partida é o site do DAAD, o serviço acadêmico de intercâmbios. É possível fazer uma busca direta por região ou área (Clique aqui para ir direto para a pesquisa): os resultados são bem amplos, mas não representam a totalidade. Caso se interesse por alguma universidade em especial, pesquise diretamente o site da instituição: é possível que encontre outros cursos não atualizados no DAAD. Fique atento ainda para os requisitos de idioma: embora a busca por “international master” priorize as aulas em inglês, pode haver algum requisito de alemão já na matricula. Não custa mandar um e-mail para a coordenação e perguntar: nem todas as regras são 100% rígidas e, em alguns casos, se as aulas iniciais forem apenas em inglês, é possível conseguir uma exceção e apresentar a proficiência em alemão mais tarde.

Alias, perguntar é a regra. Prepare-se para escrever muitos e muitos e-mails. E mais: lembre-se que perguntar (de forma educada e gentil) não ofende e que e-mail não custa nada! Então, assim que achar um mestrado interessante – e depois de ler TODAS as informações disponíveis no site do DAAD e da universidade -, não hesite em escrever para esclarecer qualquer dúvida ou até mesmo questionar se o seu perfil é adequado ao programa. As respostas costumam levar de dois dias a uma semana: raríssimas vezes fiquei sem um retorno.

Dica de viagem: Embora os alemães sejam famosos por suas regras, os brasileiros compensam a rigidez com sua criatividade e simpatia. Por isso, se não cumprir 100% dos requisitos do mestrado, vale perguntar se pode aplicar da mesma maneira. Você pode se surpreender com as respostas! Dois exemplos: ainda não tinha feito o Toefl e estava com o teste agendado para depois do prazo final de inscrição. Perguntei se poderia me inscrever e enviar o resultado posteriormente. A resposta foi sim. Outro caso: um candidato não obteve a pontuação necessária no Toefl (faltou muito pouco) e perguntou se aceitavam ele mesmo sem cumprir tal requisito: também foi aprovado.


Herzliche Grüβe

Primeiro passo - Inglês

A Europa oferece (ainda) uma série de cursos de mestrado gratuitos e passar no processo seletivo não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Com o processo de integração dos países, os inglês tem se tornado a língua oficial das salas de aula. Alemanha, Suécia, Holanda, Dinamarca, Finlândia são alguns exemplos de países que internacionalizaram seus cursos.


Por isso, se falar alemão, excelente (ou sueco, ou holandês, etc): mas de nada adianta querer cruzar o oceano sem estar com o inglês na ponta da língua. Para isso, duas dicas: uma escola sempre ajuda (além de algumas particulares, estudei no SESC por um ano – é muito bom e barato!), mas a dedicação pessoal é que faz a diferença: assista filmes em inglês, com legendas em inglês. Ouça música em inglês e busque a letra delas até entender e saber cantar...


Para provar que aprendeu, as universidades exigem o teste Toefl: atualmente, o mais comum é o IBT (Internet Based Test), que vai de 0 a 120 pontos. As universidades exigem entre 79 e 95 pontos para mestrado. Para fazer a prova, registre-se no site oficial da ETS: custa US$ 175,00. Se souber a universidade que deseja aplicar, já pode solicitar o envio de quatro boletins com os resultados. Se não, pode fazer isso depois pagando US$ 17,00 por cópia. Algumas universidades aceitam cópia do seu próprio boletim, como veremos depois.


O teste não é complicado: fazer o simulado no site ajuda bastante (mas só está disponível depois de pagar a taxa!). A prova têm quatro partes: A primeira (Reading) você lê textos (4 ou 5) de conteúdo acadêmico (tem entre 15 e 40 linhas cada) e responde a questões de múltipla escolha (interpretação de texto e gramática estão associadas. Não há gramática pura na prova). Nesta primeira etapa a dica é: faça o mais rápido possível! Do contrário, não haverá tempo o suficiente para chegar ao final da prova (poucas pessoas conseguem) e entre as últimas questões estão algumas que valem mais pontos (também não adianta pular)!


Na seqüência você também responderá questões de assinalar, porém a partir de pequenos vídeos que assiste ou áudios: é o Listening. Na terceira parte (writing), textos e vídeos são a base para que desenvolva pequenos textos e redações, estabelecendo associações entre os conteúdos. Por fim ainda vai mostrar que sabe falar (Speaking) e, a partir de uma pergunta ou uma situação apresentada, deverá gravar suas respostas falando o que pensa ou o que entendeu do assunto proposto.



Dica de viagem:
Se estiver em Santa Catarina, NÃO faça o teste em Balneário Camboriú: o instituto que oferece a prova tem um espaço minúsculo e na etapa de Speaking é quase impossível se concentrar com alguém falando na sua frente. Conversei com outras pessoas que fizeram a prova e a conclusão é que, para os catarinenses, ainda vale ir para Curitiba.

Herzliche Grüβe!

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