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domingo, 11 de março de 2012

Spätzle: Receita típica rápida com sabor de tradição alemã



Não seria exagero afirmar que, depois de porco com batata, o Spätzle é uma das comidas mais populares da Alemanha, especialmente no Sul. É também muito apreciada na Áustria, Suíça e mesmo no Norte da Itália. Essa massa – que fica em um meio termo entre nhoque e macarrão – é saborosa e fácil de preparar.  Pode ser servida com Goulasch (carne de panela ensopada) ou em sua versão mais tradicional: com queijo, simplesmente.  Trata-se de um prato que sempre preparo quando recebo visitinhas do Brasil: tem sabor de Alemanha mas, ao mesmo tempo, não se trata de algo pesado. Também é uma opção saborosa para receber amigos vegetarianos.  

Na verdade, eu fiquei me perguntando como não publiquei um post sobre Spätzle até agora. A foto ai de cima foi minha irmã quem fez: foi uma janta com vários pratos com mini porções de comida alemã que preparei quando ela veio me visitar há poucos dias. Esse aí da foto servi acompanhado de linguiça Cabanossi fritinha: é igualzinha a calabresa que vende no Brasil. Também acompanharam pepinos emconserva e molho de raiz forte (Meerrettich)

Enfim, são várias as formas de preparar esse prato e existem vários assessórios pra isso: mas é possível fazer a receita em casa sem nenhum apetrecho especial: basta uma tábua de cortar carne e uma faca grande (as facas de pão são boas para isso). Um espremedor de batatas também pode ser útil. Mas a receitinha que posto aqui hoje é a mais simples. Então anote tudo ai.

Ingredientes para a massa:

1 ovo por pessoa
Trigo que baste
2 colheres de leite para cada ovo
Sal a gosto

Preparo da massa:

Misture o ovo com o trigo até obter uma consistência um pouco mais dura que uma massa de bolo. Pelo vídeo é possível ver qual. Coloque sal a gosto na massa (ou na água, se preferir). Use o leite para ajustar a textura. Coloque água em uma panela e deixe ferver. Acrescente sal.  Coloque duas ou três colheres bem cheias da massa em uma tábua de cortar carne (quanto mais lisa, melhor). Molhe uma espátula ou uma faca grande (como de pão, por exemplo) na água quente e, com o lado inverso ao corte, vá separando pequenas porções da massa e colocando na água. Deixe cozinhar até que o Spätzle suba à superfície e então, tire da água e reserve em um escorredor. Faça pouco de cada vez e vá sempre tirando da água. Fica mais fácil de trabalhar.

Pra provar que a coisa não é complicada, não sou eu fazendo no vídeo ai não: é minha irmã (Danke por servir de “modelo”, Rafa!!) que tinha acabado de aprender a receita.



Käsespätzle:

O jeito mais tradicional de servir é com queijo: basta misturar queijo (qualquer tipo que não libere água) e pronto. Eu gosto de refogar uma cebola (na manteiga ou no óleo de oliva), um dente de alho cortadinho e acrescentar à mistura. Fica um gostinho especial.

Na internet existem várias outras opções: com a massa mais fina, mais grossa. Não há receita certa ou errada: cada um tem seu jeito de fazer, como o dessa Oma aqui de algum lugar no Sul. A massa que ela prepara é um pouco mais dura, mas o motivo de eu ter publicado o vídeo é outro: fiquei tonta só de olhar a velocidade com que ela trabalha (a partir dos 47 segundos). Quem sabe um dia eu chego lá!


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Receita fácil de esfiha aberta: o Habib´s na minha casa!

Domingo foi dia de esfiha. Muita esfiha. Transformamos o prédio em uma filial do Habib´s, com brasileiros saindo pela janela. Nove brasileiros de todos os cantos com a mão, literalmente, na massa. Todo mundo ajudou, todo mundo comeu e foi divertido pacas. E o mais importante, todos aprenderam a fazer as esfias e viram que não tem segredo.

A razão desse post curtinho é publicar de novo a receita das esfihas, mas agora com uma foto linda que roubei do blog da Mirna, nesse link, pra ser mais exata. Ela é fotógrafa de mão cheia! E agora tenho uma foto legal, das esfihas feitas por nós no sábado, pra ilustrar essa receita! Danke, Mirna!


Então, a receita está nesse post, e novamente aqui:

Esfiha aberta
(Receita para 20 a 23 unidades)

Ingredientes:

1 tablete de fermento para pão (eu uso o de 30 gramas, fresco, q vende no Lidl a 9 centavos na estante dos patês e frios)
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal
1 xícara (chá) de água morna
2 colheres (sopa) de óleo
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
Fubá pra esticar (Maismehl ou polenta – vende nas lojas asiáticas ou no Edeka. O mais grossinho é o ideal)

Massa:

Misture o açúcar com a água morna e coloque, esmigalhado, o fermento biológico para “acordar”. Deixe descansar por 10 a 15 minutos. Em uma bacia plástica, coloque o trigo, o óleo, o sal e acrescente a água com o fermento e o açúcar. Pré-aqueça o forno a 180 graus. Misture com as mãos até obter uma massa lisa que não gruda nas mãos e nem na bacia. Talvez precise de um pouco mais de trigo ou água morna pra chegar ao ponto. Deixe, então, a massa crescer em lugar quente por mais 30 a 40 minutos (até dobrar de tamanho). Então, com as mãos, faça uma bolinha pouco maior que uma de pingue-pongue e, em uma superfície coberta com fubá, molde a massa no formato das esfihas (com uns 6 centímetros de diâmetro, com a borda mais altinha). Coloque o recheio nas “forminhas” e leve ao forno por cerca de 10 minutos ou até dourar as bordas.

Recheio:

Carne: Para as de carne, faça um refogado de carne moída com cebola e temperos da sua preferência. Uma dica é usar hortelã pra temperar a carne, no lugar da cebolinha verde. Como eu não tinha hortelã fresca, usei a que estava em um saquinho de chá de Pfeferminze... Ficou igual e saboroso. Não refogue muito a carne: só o suficiente pra tirar o vermelho. Ela vai terminar de assar no forno.

Queijo: Usei uma mistura de Speisequark (mas também pode ser Kornigkäse, Frischkäse tradicional), temperado com sal, Limete (aquele da garrafinha de plástico verde escuro em forma de limão), sal, cebolinha e salsinha e hortelã. Pra meio quilo de quark, um saquinho de chá de hortelã esta bom.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Feijoada de malandro ou feijãozinho para o dia-a-dia


Já publiquei uma receita de feijoada completa aqui, com dicas para quem quer fazer o prato aqui na Alemanha ou mesmo para iniciantes na cozinha. Mas não é sempre que dá ânimo de preparar uma refeição como essa. Para quem não abre mão de comer feijão com arroz no dia-a-dia, mesmo aqui do outro lado do oceano, nada pode ser mais simples do que a receitinha abaixo. Essa da foto eu preparei com a Mettenden (que nada mais é do que uma linguiça defumada) cortadinha em pedacinhos pequenos. É mais fácil do que preparar omelete ou macarrão instantâneo.

Ingredientes:

1 linguiça Mettenden
ou
100 gramas de bacon
ou
2 mini-salamis (aqueles de lanchinho de criança que vende no mercado no setor de defumados)

1 lata de Rote Kidney Bohne cozido
1 folha de louro
½ cebola média
1 dente de alho
1 colher de óleo

Preparo:

Pique a cebola e o alho e coloque para refogar no óleo. Corte a carne escolhida (que pode ser o mini-salami, a salsicha ou o bacon) em pedacinhos pequenos (cerca de 1 centímetro). Refogue a carne junto com a cebola. Adicione a folha de louro e, em seguida, o feijão em lata. Se você prefere o feijão mais grosso, coloque 2/3 da lata de feijão e, o 1/3 restante, amasse com um garfo antes de colocar na panela. Coloque um pouco de água e deixe ferver por cerca de 10 minutos. Acrescente temperos de sua preferência. Mexa sempre pra não grudar. Nesse tempo, dá pra cozinhar um arroz de saquinho e aproveitar um almoço brasileiro que levou pouco tempo a mais do que levaria para cozinhar um macarrão instantâneo...

Receita fácil de feijoada completa passo-a-passo só com ingredientes encontrados na Alemanha e sem panela de pressão


Pronto. Você já está na Alemanha fazendo mestrado, intercâmbio ou seja lá por que motivo veio parar aqui. Agora está naquela fase de querer fazer uma comidinha brasileira pra impressionar a família hospedeira, a família da namorada ou mesmo pra matar as saudades de casa. E nada pode ser mais típico do que feijoada. Então, mãos a obra. Esse post é pra quem não entende nada de cozinha mas não quer fazer feio. Pra quem já sabe o básico, vale como inspiração. Então vamos ao passo a passo para uma receita bem simples. Você pode incrementar com outros tipos de salsichas ou carnes: o Blog Na Alemanha Tem, da Mel, tem dicas bem boas. Não deixe de ler antes de colocar a mão na massa. Mas só com a lista abaixo você não corre o risco de fazer feio.

Ingredientes para a feijoada (Para 5 pessoas)

2 linguiças Mettenden (vc encontra no setor de defumados do mercado)
e/ou
2 linguiças Cabanocci (que se parecem muito com Calabreza, também no setor de defumados)
2 pedaços de bacon (Bauchspeck, também nos defumados ou, em alguns mercados, nos frios)
600 gramas de Kassler (Pode ser sem osso ou Kasslerkotelet, que é a costelinha de porco defumada)
1 cebola média
5 dentes de alho
4 folhas de louro (Lorbeer, vc encontra no setor de temperos. Se quiser mais barato, compre no Ásia Market)
300 gramas de feijão preto (Esse da foto mais abaixo é do Ásia Market, mas também vende nas lojas de produtos biológicos. Caso não encontre de maneira alguma, compre feijão marronzinho, branco ou Kidney Bohne nos mercados normais. Só vai mudar a cor no final)

Preparo:

Na noite anterior, escolha e lave o feijão. Isso significa separar as sujeirinhas – pedrinhas ou grãos estragados que possam estar entre os bons (aqui na Alemanha geralmente não se acha resíduos). Coloque de molho em um pote de vidro ou plástico com cerca de 4 xícaras de água e deixe até o outro dia. Com esse processo, o feijão incha e fica mais mole para cozinhar. Caso você tenha esquecido de colocar de molho, não tem problema: só vai ter que deixar a sua feijoada por mais tempo no fogo.

Tenha em mente que o feijão vai levar cerca de 2h a 2h30 pra ficar pronto, caso você não tenha panela de pressão. Então, se programe para começar antes e não deixar seus convidados morrendo de fome!

Para iniciar o preparo, coloque um fio de óleo em uma panela grande (+ ou - duas colheres de sopa). Corte as cebolas e o alho em cubinhos bem pequenos e refogue. Corte o bacon em pedacinhos de cerca de 1 centímetro de espessura, como na foto e, quando a cebola e o alho estiverem começando a dourar, acrescente o bacon para dar uma fritadinha também. Junte as folhas de louro e vá mexendo pra não grudar. Coloque então o feijão escorrido (ou seja, sem a água que ele ficou de molho), um litro de água (fria ou quente, tanto faz!), mais ou menos e mexa pra que não grude no fundo. Deixe ferver.

Enquanto isso, corte as carnes e a linguiça em pedacinhos de aproximadamente 3 a 5 centímetros. Se você cortar muito pequeno, corre o risco de elas desmancharem e sumirem na feijoada. Coloque as carnes e a linguiça na feijoada e mexa novamente.

Atenção para um detalhe importante: NÃO coloque sal! As carnes já são salgadas e vão temperar a feijoada. Normalmente você não precisa acrescentar mais. No final, verifique o tempero para ver se está bom de sal e corrija se necessário.

Dica para cozinheiros de primeira viagem: Feijoada combina com pimenta, mas nem por isso você deve sair por ai temperando com vontade. A pimenta, quando cozida, tem seu sabor bastante intensificado: ou seja, fica mais forte. Para não errar, uma dica é fazer o feijão sem pimenta e comprar um molho pronto chamado Sambal. Vende em qualquer supermercado e combina perfeitamente com feijoada. Assim, cada um coloca o quanto preferir e você não corre o risco de errar a dose.

Depois de ter acrescentado as carnes, é só deixar a feijoada cozinhando semi-tampada em fogo médio/alto, dependendo da ´força´ do seu fogão. Se quiser, pode acrescentar salsinha, cebolinha, basilicum ou outro tempero ´secreto´ que aprendeu com alguém da família. Mexa a cada 15 minutos, mais ou menos, e coloque água sempre que estiver secando. Em pouco tempo, o cheirinho de feijoada vai tomar conta da sua casa. Para saber se está pronto, prove o grão do feijão, que deve estar macio e bem cozido.

Acompanhamentos:

Arroz:
São poucos os que não sabem prepara arroz. Para quem é leigo total na cozinha, sugiro que prepare arroz de saquinho (kochbeutel). Não tem erro. Dois saquinhos dão para 4 pessoas. Para 5, cozinhe 3 e terá uma sobra. Siga as instruções da caixinha, que são basicamente colocar os saquinhos por X minutos em água fervente com sal e depois escorrer (dentro do saquinho ainda) e abrir na hora de servir.

Farofa:



Eu faço uma farofa bem simples e que dura vários dias, portanto. Você encontra farinha de mandioca no mercado asiático. Se chama Kasava Mehl. Veja aqui no blog da Mel os detalhes. Eu acho a farinha daqui um pouco mais ´pesada´ que a brasileira e por isso faço uma mistura com farinha de rosca (Paniertmehl) – que é pão ralado, na verdade – para deixar mais leve. Uso 2 partes de farinha de mandioca para 1 de Paniertmehl.

Ingredientes:

2 xícaras de farinha de mandioca
1 xícara de farinha de rosca (Paniert Mehl)
1 cebola média
3 dentes de alho
Sal e pimenta branca ou preta a gosto.
3 colheres de manteiga ou margarina (não muito cheias)

Preparo:

Coloque a manteiga para derreter em uma panela ou frigideira. Cuide para q não queime. Corte a cebola e o alho bem fininhos e refogue na manteiga. Quando estiverem dourados, acrescente as farinhas (rosca e mandioca), o sal e a pimenta a gosto. Mexa bem para que fique uniforme e vá tostando por uns 10 minutos. Não pode parar de mexer se não a parte do fundo queima.

Couve



Não existe couve mineira na Alemanha. Mas existe uma substituta tão gostosa quanto e, que além de tudo, é de graça! São as folhas do Kohlrabi, conhecido como nabo de sopa em algumas regiões do Brasil. É esse cara ai da foto.


Vá no setor de verduras do seu mercado e pegue as folhas. Elas estão soltas na caixa junto com os nabos ou mesmo em uma caixa separada. Você só precisa recolher as que estiverem mais bonitas (inteiras e sem manchas amareladas) e mostrar na saída do caixa. Por aqui, essas folhas são comida para coelhos. Mas enfim, funcionam perfeitamente para acompanhar a feijoada.

Ingredientes:

25 folhas de Kohlrabi
1 caixinha de bacon picado (ou um pedaço de umas 100 gramas de bacon)
2 colheres de óleo

Preparo:

Lave muito bem as folhas, retire as partes amareladas e os talos mais grossos. Faça um rolo com as folhas – se não der para colocar todas juntas, faça em duas vezes – e corte a couve em tirinhas bem finas. Coloque as tirinhas em uma tigela ou bacia e jogue água fervendo sobre elas. Deixe de molho na água quente por cerca de 5 minutos. Repira a operação. Enquanto isso, em uma panela ou frigideira, coloque as duas colheres de óleo e frite o bacon picadinho. Quando o bacon estiver começando a dourar, escorra bem as folhas de Kohlrabi e refogue, mexendo sempre, por uns 5 a 7 minutos ou até que estejam tenras. Se preferir, adicione sal. Mas como o bacon já é salgado, geralmente não precisa. Pronto, é só servir como acompanhamento da feijoada.

domingo, 14 de novembro de 2010

Joelho de porco: nada pode ser mais alemão!


Joelho de porco é uma comida tipicamente alemã. Existem dezenas de receitas diferentes e nomes diferentes para o prato também: Eisbein, Haxe, Hachse, Hechse, Haspel, Hämmche, Bötel, Knöchla, Stelze, Schweinshaxn, Adlerhaxe, Gnagi... A receita mais tradicional é de Berlim: cozido e servido com chucrute (Sauerkraut). Li várias e resolvi inventar uma receita própria. Ficou bom... Mas é um daqueles pratos que você prepara só pra provar que pode e dificilmente vai se meter a fazer novamente. Não que seja difícil: pelo contrário, fácil demais. O complicado é digerir o negócio... :)

A receitinha aqui em casa foi feita com cerveja. Usei uma Mönchshof Weinachtsbier, que tem um sabor mais acentuado e isso ficou marcante no prato. Acredito que uma Pilsen tradicional deixaria o sabor mais leve e destacaria a carne, que por si só é bastante saborosa. Mas isso não interferiu no resultado final: foi aprovada :). Como não segui receita especifica, fica difícil dar a medida exata dos ingredientes, mas por alto, é mais ou menos assim...

Ingredientes:

1,5 kg de joelho de porco (Parece muito, mas o que se come são cerca de 40%, já que o restante é pele, gordura e osso).
1 garrafa de cerveja (500 ml)
Louro, alho, páprica doce em pó, pimenta e sal a gosto.


Preparo:


Temperei os joelhos e coloquei em salmoura na cerveja por cerca de 20 minutos. Depois, acomodei em um saco de assar (tipo assa fácil – eu nunca achei aqui na Alemanha e sempre peço que alguém traga pra mim do Brasil), coloquei o líquido dentro do saco também e fiz um cortezinho na parte superior para o vapor sair. Então, forno, a 180 graus, por três horas. Não precisa virar. É só deixar assando que fica uma beleza.

Acompanhamentos:



Preparei batatas cozidas. Cozinho com casca e sem sal e, depois, descasco, salgo e passo na manteiga com cebolinha verde, alho e salsinha para temperar. Também servi couve roxa (Rotkohl, de conserva mesmo!) e Meerrettich (raiz-forte) como tempero.

Pra sentir o gostinho do Brasil: receita de coxinha de frango deliciosa


Ontem foi dia de coxinha aqui em casa e ficou muito boa. Já tinha feito antes, uma única vez, mas o resultado não tinha sido tão bom. Esta semana, o Joatan achou uma matéria na Folha de São Paulo com uma receita que, dizem, é da melhor coxinha da cidade. Bom, ensinaram direitinho, mas deixaram algum detalhe de fora, porque, seguindo essa receita ao pé da letra, a massa não ficou igual ao vídeo e precisei de algumas adaptações de última hora. De qualquer forma, o vídeo original tem dicas ótimas: como ver a textura pra saber se a massa está pronta e como enrolar as coxinhas. Vale a pena assistir antes de por a mão na massa!

Também fizemos – a quatro mãos – umas adaptações no recheio, considerando que não se acha catupiry em lugar nenhum da Europa. Usamos os ingredientes locais e mesmo assim, foi uma das coxinhas mais gostosas que já comi na vida! Quer fazer também, segue ai a receita reduzida pela metade, que mesmo assim rende 20 coxinhas – o bastante para alimentar quatro famintos ou cinco pessoas com fome :)! Por fim, vale dizer que a mesma massa serve para fazer bolinhas de queijo: é só mudar o recheio por cubinhos do queijo que você preferir e modelar em forma de bolinhas. Todo o procedimento é o mesmo.

Aqui ta o vídeo que a Folha publicou:



Ingredientes para a massa:

400 gramas de farinha de trigo
1/2 litro de água (eu usei a água onde cozinhei os peitos de frango, para dar mais sabor)
75g de manteiga (ou margarina)
1/2 colher (sopa) de sal

Ingredientes para empanar:

1 ovo
250 ml de leite
Farinha de rosca (Paniertmehl)
500 ml de óleo para fritar

Preparo:

Aqueça a água (ou o caldo, no caso), derreta a manteiga e o sal. Quando começar a ferver, acrescente a farinha de trigo e mexa vigorosamente com um batedor de bolo para não criar pelotas. Vá mexendo sempre até a massa ficar em um tom meio transparente e não grudar na mão. Precisei de ajuda pra isso, já que a massa é muito mais pesada do que aparece no vídeo original. Também troquei o batedor de bolo por uma colher de pau bem forte no meio da função. Essa é a parte mais trabalhosa, mas fica uma beleza! Assim q ficar pronta, espalhe em uma travessa para que a massa esfrie e você possa modelar as coxinhas.

Ingredientes para o recheio:

400 gramas de peito de frango (usei Puten e ficou ótimo também)
2 dentes de alho
200 gramas de requeijão (Schmelkäse, vende no Lidl, Rewe, etc)
100 gramas de queijo ralado pra pizza (Emmentaler, gouda ou outro q preferir. Uso aqueles saquinhos que vem prontos :) )
Salsinha (Petersile, pode ser sequinha mesmo. O Real sempre vende)
Sal, páprica e temperos de sua preferência.


Preparo


Cozinhe o frango e desfie. Reserve a água do cozimento para fazer a massa, como já foi explicado. Em uma frigideira, refogue o alho em um fio de azeite, acrescente o frango desfiado, a salsinha e tempere como preferir. Eu usei primenta preta, páprica doce, um pouco de tempero em pó tipo caldo de frango. Deixe esfriar. Quando frio, misture as 100 gramas de queijo ralado e as 200 gramas de requeijão.

Montagem das coxinhas

Unte as mãos com óleo ou margarina para a massa não colar. Pegue uma porção com o tamanho aproximado de uma bolinha de golfe. Faça uma bolinha e depois achate. No centro da massa, coloque uma colherinha do recheio. Junte as bordas e modele a coxinha com o cuidado para não deixar nenhum buraco por onde o recheio possa sair e a gordura da fritura possa entrar.

Misture o leite com o ovo. Depois de modelar as coxinhas, coloque uma a uma nessa mistura e deixe por 1 ou 2 minutos (mais ou menos o tempo que você vai levar para modelar a próxima coxinha). Então, tire do leite e passa na farinha de rosca. Aproveite para dar mais uma modelada, acertando o formato. Modele todas as coxinhas e coloque lado a lado em uma travessa. Você pode congelar as coxinhas nesse estágio, se quiser.

Para fritar, coloque o óleo em uma frigideira pequena e alta – ou em uma panela pequena – de forma que as coxinhas possam fritar submersas em óleo e dourarem dos dois lados simultaneamente. Frite até ficarem em tom marrom-dourado e coloque para escorrer em uma travessa forrada com guardanapos. Aqui em casa, comemos com pimenta Sambal ou Tabasco. Delícia garantida! Podem perguntar para os vizinhos... :)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cogumelos frescos recheados ao molho de tomate


Outono é a época dos cogumelos na Alemanha. Além de colorirem os jardins e nascerem em cada canto, os tipos comestíveis aparecem em profusão nos supermercados, ainda mais baratos do que em outras épocas do ano. Esta semana passou um programa na TV – não lembro o canal e menos ainda o nome do programa – mostrando as diferentes variedades e algumas receitinhas. Acompanhei uma delas – sem anotar os ingredientes – e adaptei para um almoço leve aqui em casa. Confere ai!

Ingredientes:
400 gramas de cogumelos brancos frescos (Champignon)
2 tomates
1 cebola
Queijo ralado de sua preferência (Ementaler, Feta, Ricota, etc)
2 dentes de alho
Azeitonas sem caroço
Manjericão a gosto

Preparo:
Com uma faquinha de ponta, retire os caules dos cogumelos já limpos e reserve. Pique a cebola, o alho, refogue e acrescente o molho de tomate pronto e o manjericão. Pique os caules dos cogumelos e acrescente no molho. Acrescente sal, pimenta e outros temperos de sua preferência. Coloque o molho em um refratário para servir de ‘cama’ para os cogumelos. Organize os cogumelos crus sobre o molho, com a ‘boca’ virada pra cima, um ao lado do outro. Pique os tomates frescos bem miúdos, as azeitonas e recheie os tomates. Salpique o queijo de sua preferência e leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por cerca de 10 minutos. Sirva com arroz branco.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Combinação teuto-brasileira: escondidinho de Kassler


Escondidinho, no Brasil, se faz com mandioca ou batata. Aqui na batatolândia, não há muita discussão sobre o ingrediente. Claro que é possível comprar mandioca: as lojas asiáticas vendem congelada e, em algumas épocas do ano, encontram-se mesmo as raízes com cascas. Bom, mas para o escondidinho, purê de batata é uma opção tão boa quanto e, por aqui, muito mais prática. Esta receitinha de hoje foi uma mistura cultural: o jeitinho brasileiro de preparar, mas com ingredientes 100% alemães.

No lugar da carne seca (essa não se acha aqui MESMO), resolvi usar Kassler (porco defumado, parecido com o ‘tender’ que vende no Brasil). Aliás, Kassler substitui o a carne seca em várias receitas. Na feijoada também fica delicioso, com a vantagem de não precisar dessalgar. Então, segue ai a receita teuto-brasileira que leva 20 minutinhos pra ficar pronta e agrada paladares brasileiros e alemães! Os ingredientes servem 4 pessoas (ou 3 famintos! Eheheh)

Ingredientes:

- 1 saquinho de pó instantâneo para purê de batata
- 350 gramas de Kassler
- Queijo ralado (opcional)
- 1 cebola
- 3 dentes de alho
- Pimenta preta e temperos de sua preferência

Preparo:

Pique a cebola, o alho e refogue. Corte o Kasseler em pedacinhos bem pequenos e refogue com a cebola e alho. Acrescente os temperos da sua preferência. Não coloque sal, já que o Kassler é salgado. Deixe secar a água que a própria carne produz e coloque o refogado em uma assadeira. Faça o purê de batatas conforme a receita do fabricante e cubra com ele o refogado. Polvilhe queijo na superfície, manjericão (se gostar) e leve ao forno para gratinar o queijo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estrogonofe de carne moída

Aqui na Alemanha existe carne moída de tudo o q é bicho. Tudo não, ok, mas a variedade no mercado é grande: vaca, porco, misturada e mesmo de aves. Nesta última categoria, a mais comum é de peru: leve e gostosa. Além disso, é uma opção barata e existem mil formas de preparar. Esta semana preparei um estrogonofe de carne moída: delícia! Achei uma receitinha na internet e adaptei um pouco. A foto é da receita original. A minha ficou mais ou menos assim:

Ingredientes:

400 gramas de carne moída de peru (Puten) – mas pode ser qualquer uma
100 gramas de bacon picado bem miudinho
1 cebola cortada em cubinhos bem pequenos
2 dentes de alho amassados ou picadinhos
1 latinha de champignon (pode fazer com cogumelo fresco ou mesmo sem)
1 caixinha de creme de leite (na Alemanha, Schlagesahne ou Schmand)
1 colher de maisena,trigo ou engrossador de molho (Sohsenbinden Hell)
Sal, pimenta preta ou branca a gosto.

Preparo:

Refogue o bacon, a cebola e o alho até dourar. Acrescente a carne moída e cuide para que não fique em ‘bolotas’. Tempere com sal, pimenta ou outros ingredientes de sua preferência. Deixe refogando até ficar bem passada. Acrescente algumas colheres de água, se necessário, pra não grudar na panela. Quando a carne estiver passada, acrescente o champignon e o creme de leite. Caso o molho fique aguado, engrosse com a maisena ou trigo. Sirva em seguida com arroz branco. Eu gosto de usar arroz basmati, que é mais perfumado. Se estiver no Brasil, aproveite e coma com batata palha por mim :)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cheese bread

As I mentioned, the cheese bread are famous here and people from different cultures like them! So... attending some special requests, here is the recipe in English! Hope you all enjoy it!! :)

The Portuguese's version you can check clicking here.


Cheese bread


Ingredients

400 gr of Tapioka Mehl (You can find it at the Ásia Market)
200 gr of grated cheese (Gratin-käse)
2 eggs
1 spun (soup) of salt
75 ml of milk
75 ml or water
75 ml de oil (Olive oil if you like the flavor or other normal one)

How to Prepare:

In a pot, boil the milk, the water and the oil together. In another one, add the Tapioka Mehl and the salt. Add the hot liquids to the flavor and mix as better you can with a spun and, as soon as you can stand the temperature, with your hands, until get a very uniform doll. Than, add the eggs – one by one – mixing with your hands and add the cheese, trying to obtain uniform moisture. Let the doll quite for 15 min.

Turn on the oven (180 Celsius). Put a bit of oil in your hands to avoid the doll sticking in your fingers and start to make the cheese bread’s balls with three to five centimeters of diameter. Organize it in a mold (you can oiled it a bit before) observing a distance among the balls (2 cm is enough, normally). Put them on the oven for 10 to 15 min or for the necessary time to get golden. Enjoy!!!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Esfihas, curso de italiano e concentração

Achei que depois do fim do projeto o tempo seria mais abundante, mas errei feio. Se antes eu passava horas intermináveis em relatórios e discussões, o problema agora é conseguir me manter focada. É como se todas as energias tivessem ido pro buraco e minha mente se recusa a qualquer tipo de esforço intelectual... Pra tentar criar rotina, resolvi retomar meus cursos on-line de alemão e italiano: a idéia é que sirvam de aquecimento matinal para a tese. Vamos ver se funciona...

Enquanto isso, mais uma receitinha testada e aprovada que andei fazendo aqui em casa: esfihas abertas, aquelas pequeninhas, como servem no Habib’s... Ficaram deliciosas. A receita original é do Tudo Gostoso. Como sempre, alguns comentários pra quem vai encarar a receita aqui na Alemanha. Confere ai:



Esfiha aberta
(Receita para 20 a 23 unidades)

Ingredientes:

1 tablete de fermento para pão (eu uso o de 30 gramas, fresco, q vende no Lidl a 9 centavos na estante dos patês e frios)
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal
1 xícara (chá) de água morna
2 colheres (sopa) de óleo
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
Fubá pra esticar (Maismehl ou polenta – vende nas lojas asiáticas ou no Edeka. O mais grossinho é o ideal)

Massa:

Misture o açúcar com a água morna e coloque, esmigalhado, o fermento biológico para “acordar”. Deixe descansar por 10 a 15 minutos. Em uma bacia plástica, coloque o trigo, o óleo, o sal e acrescente a água com o fermento e o açúcar. Pré-aqueça o forno a 180 graus. Misture com as mãos até obter uma massa lisa que não gruda nas mãos e nem na bacia. Talvez precise de um pouco mais de trigo ou água morna pra chegar ao ponto. Deixe, então, a massa crescer em lugar quente por mais 30 a 40 minutos (até dobrar de tamanho). Então, com as mãos, faça uma bolinha pouco maior que uma de pingue-pingue e, em uma superfície coberta com fubá, molde a massa no formato das esfihas (com uns 6 centímetros de diâmetro, com a borda mais altinha). Coloque o recheio nas “forminhas” e leve ao forno por cerca de 10 minutos ou até dourar as bordas.

Recheio:

Carne: Fiz esfihas de carne moída e de queijo. Para as de carne, faça um refogado de carne moída com cebola e temperos da sua preferência. Uma dica é usar hortelã pra temperar a carne, no lugar da cebolinha verde. Como eu não tinha hortelã fresca, usei a que estava em um saquinho de chá de Pfeferminze... Ficou igual e saboroso.

Queijo: Usei uma mistura de Körniger Frischkäse e Frischkäse tradicional, temperado com sal, Limete (aquele da garrafinha de plástico verde escuro em forma de limão), sal, cebolinha e salsinha fresca. Coloque uma colherinha de café de fermento de bolo na mistura pra dar uma crescidinha na hora de assar. Fica saboroso e as esfihas ficam lindas!

domingo, 28 de março de 2010

Pastel caseiro com gostinho de feira


Quem mora fora do Brasil sabe que uma das maiores saudades é de pastel. Sinceramente, quando morava por lá, era uma coisa que raramente comia... mas longe de casa, pastel parece ter um gosto de nostalgia. Então, já tinha feito várias tentativas frustradas e até uma acertada, como a massinha do chinês. Mas dessa vez, cheguei a sentir orgulho...

Bom, a receita que tomei por base é do site Culinária & Receitas, mas a que segue abaixo é a minha adaptação simplificada e que funciona bem pacas!

Ingredientes:


3 colheres de sopa óleo
2 colheres de sopa cachaça
1 colher chá de sal
1 ovo
3 xícaras de trigo (eu uso uma xícara pequena pra isso)
½ xícara de água morna

Preparo

Coloque todos os ingredientes, exceto a água, em uma bacia e vá trabalhando com a mão. Vai virar uma “farofa”. Então, acrescente a água aos poucos até que a massa fique bem homogênea e desgrude da bacia. Trabalhe bem com as mãos. Para fazer os pasteis, separe um pedaço de massa do tamanho de uma bola de tênis de mesa, polvilhe uma superfície lisa com trigo, e estique bem, ate atingir cerca de 20 cm de diâmetro. Vai ficar bem fininha e mais úmida e frágil que as massas que se compra no Brasil. Por isso, não coloque uma sobre a outra. Coloque, então o recheio de sua preferência, feche com um garfo e frite em óleo quente. Tenha bastante cuidado ao manusear o pastel já recheado, já que a massa é bastante delicada e pode rasgar facilmente. Outra dica: faça o recheio bem seco para não danificar a massa e vá fritando na medida que fecha os pastéis. Ficou ótimo! Rende entre 9 e 10 pasteis grandes.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Cozinha brasileira: Receita fácil de pão de queijo com ingredientes da Alemanha


Essa receitinha eu encontrei, originalmente, na comunidade “Cozinhar na Alemanha”, do Orkut. A foto é do instagram do maridão, espia o capricho das receitas que ele faz!! Essa receita fica perfeita, mesmo feita por quem não sabe cozinhar – já adaptada às quantidades e produtos que se encontra aqui na Alemanha – e não tem como errar. Como por aqui o ambiente é bastante multicultural – especialmente para mim, que faço mestrado em inglês e tenho amigos do mundo todo – servir pão-de-queijo sempre agrada. Essa unanimidade é coisa bem rara: tem sempre quem não come porco, outro não gosta de salada, um tem aversão à cebola ou mesmo bastante vegetarianos. Então, pão de queijo é tipicamente brasileiro e rouba a cena. Como muitos amigos internacionais curtiram o pão de queijo, acabei escrevendo a receita em inglês também

Ingredientes:

400 gramas de Tapioka Mehl ou Tapiokastärke (Vende o pacote com esta medida exatamente nos mercados asiáticos, é o nosso polvilho doce)
200 gramas de queijo ralado (Aqueles pacotinhos prontos facilitam a vida. Eu gosto de usar gouda ou emental - ou misturar os dois. Se quiser adicionar ainda parmesão, granapadano ou pecorino, fica ótimo, mas sai um pouco mais caro)
2 ovos
1 colher de sopa de sal
75 ml de leite
75 ml de água
75 ml de óleo (eu gosto de usar azeite de oliva, pra dar uma temperada, mas pode ser qualquer um)

Preparo:

Em uma panela ferva o leite, a água e óleo. Em outro recipiente, coloque o a Tapioka Mehl e o sal. Acrescente a mistura bem quente sobre o polvilho e mexa com uma colher. Espere esfriar até poder manusear a massa e, então, vá acrescentando um ovo de cada vez, trabalhando a massa com as mãos. Quando obtiver uma massa uniforme, acrescente o queijo ralado e deixe descansar por cerca de 15 minutos.

Pré-aqueça o forno a 180 graus. Unte as mãos com óleo ou manteiga e faça as bolinhas com três a cinco centímetros de diâmetro. Coloque-as na forma untada com óleo ou “Backpapier”, separadas por uma distância de um a dois centímetros, já que vão crescer enquanto assam. Leve ao forno por 10 a 15 minutos – ou pelo tempo necessário para que fiquem dourados.

Ps.: Se quiser, pode fazer as bolinhas e congelar. Ainda é possível assar os pães por apenas 10 minutos, tirar do forno e congelar pré-assado.

Bom apetite!!!

terça-feira, 2 de março de 2010

Massa de pastel "made in Korea"


Desde que vim morar aqui na Alemanha, eu vivo fuçando nas lojas asiáticas - cheias de coisas parecidas com as nossas - e o último achado foi uma massa que fica PERFEITA pra fazer pastel :) Bom... as massas são pequenininhas, então fica tipo pastelzinho de aniversário... mas uma delícia. Se chama Dumplingteig. Pra quem conhece comida japa, eh a massinha de fazer Guioza. Ela fica no balcão de congelados das lojas asiátias. Vem cerca de 30 unidades em cada pacote e custa 1 euro.

Bom, a dica é... deixe descongelar naturalmente e faça o recheio de sua preferencia. Eu fiz de queijo com orégano mesmo, pq tava ansiosa pra ver se a coisa funcionava. Ela não vem separada com plásticos como a massa brasileira e é mais sequinha. Bom, ai que está o segredinho...

Antes do recheio, passe o dedo bem molhado de água pelas bordas da massa. Não só metade, como às vezes se faz no Brasil, mas em todo o contorno dela. Então, coloque o recheio no centro, normalmente, dobre e feche com um garfo. Se não estiver aderindo, umedeça um pouco mais e pressione bem com o garfo nas bordas. Prontinho :) É mais "durinha" de fechar, mas depois é só fritar em óleo quente e ver as bolinhas crescendo e o pastelzinho dourando, lindo e saboroso!!!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Carne moída à Parmeggiana

Carne de vaca na Alemanha é cara. E pior, é ruim. Não tem gosto de nada e, por isso, não vale o preço que se paga. Já porco tem qualidade e é barato. Aqui, até a carne moída é, por definição, de porco. Pode ser porco com vaca, mas poucas vezes é 100% de vaca. Bom... depois de um ano e meio aqui aprendi mil e uma maneiras de preparar carne moída sem deixá-la sempre com a mesma cara. Essa receitinha ai eu preparei ontem. Fiz com 500 gramas de carne para duas pessoas e sobrou um bocado. Então, recalculando, essa quantia da para quatro pessoas.

Carne moída à Parmeggiana




Ingredientes

500 gramas de carne moída
3 ovos
2 cebolas médias
3 dentes de alho
2 tomates
2 colheres de extrato de tomate
200 gramas de queijo muzzarela (ou emmentaler) ralado
100 gramas de presunto
2 colheres de trigo
Farinha de rosca para empanar
Sal
Pimenta preta
Cebolinha a gosto
Orégano

Preparo:
Pique uma cebola em cubinhos, o alho bem miúdo e misture à carne moída. Acrescente dois ovos, a farinha de trigo, sal e pimenta preta. Misture bem. Molhe a mão para fazer os “bifes”. Separadamente, bata o ovo restante e use para passar o bife antes de empanar na farinha de rosca. Frite até dourar em óleo quente. Coloque os bifes lado a lado em uma forma. Para o molho, refogue a cebola restante, os tomates, junte o extrato de tomate, cebolinha e outros temperos que desejar. Sobre cada “bife” acomode uma fatia de presunto e, em seguida, cubra com o molho de tomate. Polvilhe o queijo ralado sobre os bifes, um pouco de orégano e coloque no forno até o queijo derreter e ficar amarelado. Sirva com arroz. Rende 4 porções.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Receita: Como fazer sushi

Adendo em 27/02/2010: VERSÃO PARA IMPRESSÃO!!!

Nunca pensei que este post fosse fazer tanto sucesso :) Recebi e-mails, comentários e contribuições neste tempo... E claro, agora meus sushis estão mais "bonitinhos" que os das fotos :) Enfim... Entre as colaborações, veio uma versão para impresão do material abaixo, uma espécie de apostila muito bem organizada e gentilmente preparada por Márcia e Alisson. Valeuu!!! Pra quem, como eles, quer imprimir e levar para a cozinha, é só clicar aqui.

O post até virou link da Associação dos Adeptos da Culinária Japonesa :) Confira aqui!!!




Sushi sem frescura
(Para 2 pessoas – Receita para 4 rolos de alga Nori – 35 sushis)

Arroz:



1 e 1/2 xicaras de arroz para sushi - que aparece à direita (ele é mais mole e mais “gordinho” que o tradicional - à esquerda)
5 a 8 centímetros quadrados de alga kumbu (pode fazer sem tb)
4 colheres de sopa de saque.





Lave o arroz até a água sair menos leitosa. Coloque para cozinhar em água fria (3 xícaras). Acrescente o Kumbu (que deve ser retirado assim que o arroz começar a secar). Não vai sal ou qualquer outro tempero no cozimento: apenas o Kumbu e o saquê. Cozinhe em fogo médio. Depois de seco, tampe.



Ao final, se estiver bem macio, já pode ser tirado da panela para o passo seguinte. Se não, deixe na panela tampada para completar o cozimento e ficar bem sequinho, mas bem macio. É bem normal que o arroz grude na panela. Descarte essa parte amarelada.


Tempero do Arroz:


4 colheres de sopa de vinagre de arroz
3 colheres de sopa rasas de açúcar
2 colheres de sopa de saquê
1 colher de sopa rasa de sal

- Leve em uma panela ao fogo, misture sempre até derreter tudo, mas não deixe ferver. Pode-se preparar várias vezes a receita e deixar em um vidro tampado na geladeira. Dura mais de 3 meses.



Preparo do Arroz:

Coloque o arroz cozido ainda quente em uma bacia plástica ou de vidro e adicione o tempero na quantidade desejada. Prove o arroz pra decidir a quantidade. Mexa como se estivesse “cortando” o arroz, pra não empapar muito. Deixe esfriar bem antes de começar a fazer os rolos.

Preparo dos recheios:



Coloque o peixe em tirinhas de 1 cm de largura e espessura. (aqui usamos o salmão congelado, sem problemas. O segredo eh descongelar em água fria e não ao natural, nem no microondas!)
Corte os bastões de Kani ao meio, na espessura, pra que também fiquem com um centímetro.



Descasque o pepino japonês e tb corte em tirinhas (a parte das sementes não deve ser usada pq tem mto líquido)
Corte cebolinha verde bem fininha
Corte kiwi em tirinhas, morango, manga, abacate ou a fruta que preferir
Cream chease (requeijão fica ótimo tb)

Para enrolar:



Coloque a alga Nori sobre a esteirinha de bambu com a parte brilhante para baixo. Ela tem umas marcas (listas), e o rolo será feito no sentido perpendicular a elas.



Passe uma pequena quantidade de wassabi em uma das extremidades, fora a fora. Molhe as mãos no vinagre de arroz e comece a espalhar sobre a alga.



Não deixe mais de 0,5 cm de espessura. Quanto mais fininho, melhor... mas isso vem com a prática. O vinagre faz o arroz não grudar na mão. Mas não coloque demais pra não alterar o gosto do tempero. Na outra borda, deixe dois centímetros sem arroz.



Feito isso, coloque o recheio sobre o arroz próximo a borda de 0,5 cm onde foi passado o wassabi.



Enrole o sushi com cuidado. Faça a ponta ficar por baixo do recheio e vá apertando bem pra não ficar mole.





Enrole até o final e, se necessário, passe o dedo com água na parte da alga restante para colar. Coloque na bandeja com a “emenda” para baixo, para colar bem.



Para cortar:



A faca deve ser bem afiada. Passe, com os dedos, vinagre de arroz pela faca e corte
a pontinha do sushi fora (uns 2 milímetros) para acertar o rolo.



É preciso limpar a faca a cada corte, com uma toalha de papel, e então molhar no vinagre de arroz novamente.



Corte os sushis com 1,2 cm ou 1,5 cm de altura. Um rolo rende de 8 a 10 unidades, dependendo da altura.

Sugestões de recheio:

- Salmão, requeijão e cebolinha picada
- Salmão, requeijão e pepino



- Salmão, Kani e pepino
- Kani e Kiwi



- Kani, requeijão e Kiwi
- Kani, requeijão e cebolinha picada



Para servir:
Sirva imediatamente com shoyo e wassabi. Se preferir, gengibre também . Disponibilize potinhos individuais para o shoyo.

PRA QUEM JÁ TEM PRÁTICA COM O SUSHI BÁSICO:

Mini-sushi:



Depois que estiver com prática pra enrolar, corte a alga ao meio (no sentido oposto ao das marcas) e enrole mini-sushis com meia folha de nori.



Capriche no recheio, use pouco arroz e delicie-se!

Rolo ao contrário:



Para fazer o “inside-outside”, faça o mesmo procedimento do tradicional, mas não deixe a margem de 2 cm. Depois de espalhar o arroz, coloque uma camada de sementes de gergelim sobre o arroz. Com ajuda de uma tábua de carne, um prato, outra esteirinha (etc), vire com a alga para cima, na esteirinha.



Então, coloque o recheio sob a alga e enrole com cuidado, seguindo o mesmo processo.



Depois de boa prática, da pra fazer o inside-outside mini, com meia alga nori. Ficam fofos e gostosos.



Nigiri


O peixe deve ser cortado em pedaços com 3 a 4 cm de comprimento, 2,5 de largura e 0,5 de espessura.





Então, faça um rolo de arroz, coloque um pouco de Wassabi nele (bem pouco!) e acomode o peixe sobre o arroz.



Se quiser, pode usar tirinhas de 1 cm de alga nori para “amarrar”, enrolando o nigiri pelo centro e “colando” as pontas com água.




de volta à nave mãe - desde 2008 © Ivana Ebel