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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Dicas práticas do que levar: A hora de fechar a mala para viajar para a Alemanha


Fazer a mala e partir para um novo pais é sempre um desafio. É difícil resumir a vida toda em 32 quilos, mas praticar o desapego é o primeiro aprendizado de qualquer intercâmbio. Já escrevi sobre o que trazer ou não do Brasil, mas acompanhando alguns grupos de discussão pelas redes sociais, decidi fazer um checklist rápido e prático para quem está deixando o Brasil nos próximos dias. O post também tem dicas de onde encontrar os itens que devem ser comprados logo na chegada, mas não se trata de um guia fashion. São dicas das lojas mais baratas da Alemanha para quem ainda está convertendo tudo em real e pode se assustar com os preços.

Casacos: traga um mais pesado, se já tiver. Se não, junte o que tiver de mais quente no armário e deixe para comprar aqui. Os casacos do Brasil são, geralmente, decotados em V e como o frio na Alemanha é bem mais intenso, o peito precisa ficar protegido. O mesmo vale para tocas, cachecóis, luvas. Onde comprar mais barato: KIK, C&A, Primark, Woolworth.

Roupa de cama: se for chegar direto na nova casa, sem passar por um hotel ou hostel, vale trazer um sobre lençol (aqueles retangulares sem elástico, de algodão bem fininho) e usar como lençol na primeira noite. Os lençóis (aqueles de malha com elástico nos cantos) são muito baratos aqui, mas nunca encontrei sobre lençóis para vender. Jogo de cama aqui é diferente: vem com uma capa para edredom e uma fronha. A fronha tem tamanhos 40x80cm, 60x60cm ou 80x80cm, que seguem o padrão dos travesseiros daqui. Se trouxer o travesseiro de estimação do Brasil (que na verdade é bem desnecessário!), traga fronhas. Onde comprar: Ikea, KIK.

Toalhas: já diz o Guia do Mochileiro das Galáxias que todo o viajante deve levar consigo uma toalha. Mas ela pode ser de rosto, claro. Eu sempre tenho uma por perto, bem fininha, na mala de mão. Mas acho que é mania. Toalhas são mais baratas aqui do que no Brasil. Onde comprar: KIK, Ikea.

Secador de cabelo: As tomadas na Alemanha são mais “gordinhas” que os pinos brasileiros, embora seja possível usar os equipamentos 220V do Brasil aqui. Recomendo comprar ao chegar. Entre 7 e 20 euros se compra um secador bacana e não pesa na mala. O mesmo vale para chapinha, babyliss, depilador. Onde comprar: Rossmann, Saturn, Media Markt.

Produtos de beleza corporal: Compre tudo aqui, de creme dental a absorvente. Os cremes e shampoos que funcionam lindamente no Brasil podem não servir aqui, já que a água é bem calcária e vai deixar cabelo e pele mais secos. Com a chegada do frio, hidratantes grossos e oleosos – inimagináveis de usar no Brasil! – vão ser os melhores aliados! Ah, sabão líquido seca menos a pele e ajuda a evitar rachaduras e descamações. Tinta de cabelo também é melhor e mais barata na Alemanha. Onde comprar: Rossmann, DM, Müller.

Manicure: Esqueça ir a manicure e aprenda a fazer as próprias unhas o quanto antes. Traga alicates amolados (aqui raramente se encontra e, quando se acha, são caros e tem um corte terrível) e palitos de limpeza. Tem por aqui, mas são caros e com a ponta mais mole, quase descartáveis. Esmaltes ainda prefiro os brasileiros. Na Alemanha existem esmaltes baratos, mas têm pouca qualidade. Os outros, bem, os outros são caros. Acetona, algodão (atenção pra não comprar o horroroso algodão sintético! Compre o 100% Baumwolle!), amolecedor de cutícula, hidratantes e afins compre por aqui. Onde comprar: Rossmann, DM, Müller.

Sapatos: se tiver uma boa bota de couro sem salto, traga. Se tiver salto grosso, talvez. Qualquer sapato de salto fino, deixe em casa. Por aqui se anda muito mais do que Brasil, muito, mas muito mesmo. Então, como ninguém para na porta do mercado ou da escola com o carro, o negócio é queimar sola de sapato e para isso é preciso usar calçados confortáveis. Deixe para comprar sapatos forrados (com lã sintética ou de carneiro) e botas de neve (se o inverno for rigoroso, coisa que tem sido rara nos últimos anos!) por aqui: são mais adaptados as condições climáticas e duram mais. Os do Brasil descolam muito fácil. Traga uma única sandália: o verão dura tão pouco que não vale a pena trazer muito sapato aberto. Traga Havaianas, para si e para dar de presente, se quiser. Todos amam, são caras e feias por aqui. Onde comprar: Deichmann

Calças jeans: em geral, as calças jeans vendidas no Brasil não tem nada a ver com os modelos vendidos por aqui. A começar pela altura da cintura. Uma calça de cintura baixa aqui seria normal ou alta para o Brasil. Mas essa diferença de design tem uma explicação: não dá pra deixar nenhuma beiradinha da barriga aparecendo quando o frio chega. E não se trata de estilo: é uma questão de saúde. Investir em calças mais altas ajuda a evitar cistites e afins. Traga do Brasil só as mais altas e compre por aqui se precisar. Modelos sem grife custam a partir de 9 euros. Onde comprar: KIK, C&A, Primark, Woolworth.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Na Alemanha Tem? Coisas que você precisa ou não trazer na mala



Todo o brasileiro que está vindo para a Alemanha , via de regra, começa a pensar em como vai viver muitos meses longe do pão de queijo ou da caipirinha. E ai acaba trazendo a mala cheia de coisas desnecessárias e que encontra facilmente por aqui. A Melize, que mora há alguns anos em Hamburg, tem um blog divertido e muito explicativo: então, leia o blog inteirinho dela antes de fazer a mala. Por aqui, só algumas dicas bem rápidas: os primeiros-socorros antes de entulhar a mala de polvilho.

Deixe em casa:

Pão de queijo: esqueça os sacos de pão de queijo da Yoki. Assim que você localizar um mercado asiático na sua cidade (e qualquer cidade com mais de 50 mil habitantes tem ao menos um), compre Tapioka Mehl e prepare seguindo essa receitinha aqui.

Leite condensado: tem Leite Moça, igualzinho ao do Brasil. Se chama Milchmädchen. Mas tem também o Gesuckert Kondensed Milk (não confunda com o que é apenas Kondensed Milk!), de marcas russas, que são perfeitos e custam muito menos. Olhe aqui! A mesma marca vende também doce de leite: não tem o gosto do doce feito em Minas ou das versões argentinas, mas na hora da saudade você vai achar igualzinho! Ah, eu tenho forminhas de brigadeiro do Brasil, mas já vi aqui pra vender, especialmente perto do Natal e da Páscoa.

Cachaça: se for trazer cachaça, invista em uma amarelinha de boa qualidade. Cachaça branca e ruim tem aqui de monte (Pitu, CanaRio, etc). Claro que são mais caras: em média, uma Pitu custa 10 euros, mas vende em qualquer mercado e, considerando o espaço na mala, o peso e o custo, não vale a pena trazer. Ah, e caipirinha não é algo que você vai tomar todos os dias. O limão (que se chama Limette) é caro: entre 0.30 e 0.60 a unidade.

Farofa Yoki: Não vende farofa aqui. Mas vende farinha de mandioca, também no mercado asiático. Você pode até achar farofa pronta em lojas portuguesas ou brasileiras, nas cidades maiores. O ideal, porém, é aproveitar os últimos dias de Brasil e aprender com a mãe ou a tia como se faz aquela farofinha caseira deliciosa e depois, só repetir a receita com os ingredientes alemães. A minha receita está aqui.

Feijão: os mercados asiáticos e os naturais (Reformhaus) vendem feijão preto. No mercado normal, vende feijão branco e vermelho – tanto cozido, em latas, como cru, como estamos acostumados no Brasil. A não ser que você seja um gourmet e entenda das variações de sabor da safra do feijão A ou B... nem vai perceber a diferença! Coloquei uma receita de feijão rapidinho aqui e da feijoada completa aqui.

Cocada, rapadura, pé-de-moleque: tem tudo isso aqui. A Mel conta no blog dela. No mais, vá ao mercado asiático e confira.

Palmito: vende no mercado, se chama Palmhertz. O das lojas asiáticas é muito ruim, mas aquele que vende em lata, no setor de comida mexicana, bate um bolão.

Azeite de dendê: No mercado asiático, claro... Se chama Palm oil. E a Mel já contou tudo aqui!

Vale por na mala:

Suco de maracujá em pó: Tem maracujá pra vender aqui. Você encontra nos mercados mais finos, junto com outras frutas exóticas. Mas é caro pacas. Tem também uns concentrados. Então, essa é uma coisa que peço pra trazerem do Brasil ou compro em Portugal: Tang de maracujá. Com meio saquinho e uma medida (a lata de leite condensado) de água, você faz o suco concentrado perfeito para um mousse! Ai é só bater tudo com duas caixinhas de Schlagesahne (um creme de leite bem mole, que vira chantilly facilmente) e seu mousse fica perfeito.

Caldo de feijão: Eu curto aqueles caldinhos de cubinho sabor feijão. Quando faço feijoada, nem fazem tanta diferença. Mas quando tempero um feijãozinho de lata, o caldinho faz uma diferença bem boa.

Amaciante de carne: por aqui a carne de boi é dura e sem gosto de nada. Os amaciantes de carne do Brasil ajudam a quebrar um galho e tornar a coisa toda mais palatável.

Sabonetes da Natura: essa é pura frescura. A variedade de sabonetes no mercado reflete o “entusiasmo” alemão por banhos. Contente-se com níveas, Palmolive e Dove. Talvez uma marca da rede local e é isso. Eu amooooo sabonete na Natura: então sempre peço isso de presente. :)

Massa de pastel: Se você for morar no Sul, pode se virar usando Maultaschenteig pra fazer pastel. No Norte, isso não existe e pronto: caia na real. Existem alternativas, como essa, ou mesmo fazer a própria massa (que funciona, mas é uma função maluca). Mas se quiser fazer seus amigos que já moram na Alemanha felizes, traga massa de pastel de presente...

O que você tem que aprender a viver sem:

Caldo de cana: sim, vende no asiático também. Mas é a coisa mais horrível do mundo. Não se parece em nada com o brasileiro...

Eu não lembro de nenhuma outra comida ou ingrediente que não tenha encontrado por aqui... Se eu descobrir alguma coisa, adiciono mais tarde nesse post!

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