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domingo, 1 de maio de 2011

A febre do feno: alergia à primavera alemã!

Estou doente faz três semanas: começou com uma dor-de-garganta que nunca passou, virou tosse e por fim, crises de asma. Acabei no hospital por conta da trilogia dos sintomas e, entre soro e injeções, descobri que estou mais alemã do que nunca! Eheheh Sim... Na primavera passada uma irritação alérgica deu as caras, mas este ano estou oficialmente com Heuschnupfen (a febre do feno), ou seja, alergia à Primavera. Logo à Primavera, minha favorita desde que cheguei a cinzolândia...


Mas este ano, ela está perdoada: mal deu as caras por aqui. O ano pulou essa parte e deixou todo mundo desprevenido: dos termômetros negativos saltamos, em dois dias ou três, para o calor acima dos 20, temperatura típica do verão. As flores apareceram em profusão e, junto com o contemplar dos botões desabrochando vieram minhas sequências infinitas de espirro e caixas de lenço. O pólen é o vilão da temporada: um em cada cinco alemães adultos padece de alguma forma de alergia nessa época do ano, de acordo com essa reportagem aqui. Já esse site diz que um terço da população tem algum tipo de sintoma. Não estou só nos meus queixumes.

Mais do que isso, ficar doente até trouxe surpresas (e coceiras, mesmo indo apenas ao mercado uma ou duas vezes na semana). Os organizadíssimos alemães não podiam deixar essa moléstia fora do “manual”. Sim, Heuschnupfen ist in ordnung! (Piadinha interna, pra quem mora aqui na batatolândia). E claro, foram além de descrever os sintomas e sugerir prevenções: fizeram uma espécie de medidor de pólen, que pode ser consultado pelos espirradores antes de sair de casa. Confesso... freak total pro meu bom senso! Mas confere ai o tal do site: é só digitar a cidade ou o CEP (que aqui se chama PLZ e o da minha área é 28359) para saber qual o índice de pólen do ar e quais são as árvores, flores, temperos e afins responsáveis por deixar os carros e vidros amarelos naquele instante.

Também está disponível pra download uma tabela dos meses críticos e os tipos de pólen ou mesmo uma outra para fazer o acompanhamento diário dos espirros e afins para ajudar o médico a identificar as alergias mais severas. Pois é... ao alemães estão mesmo preparados! Além disso, adotei outras precauções: só saio com o cabelo coberto (pra evitar trazer pólen pra casa e depositar no travesseiro), depois de uma faxina digna de UTI, janelas fechadas e spray para umidificar o ambiente.

De tudo isso, o que mais incomoda é o paradoxo. Depois de seis meses de cinza e frio, sem um único resfriado mais forte, não vou poder fazer as fotos de mil flores que eu tanto amo... e vou passar os dias quentes e ensolarados trancafiada em casa na torcida para que chova!

Pra ilustrar esse post, o Cordel do Fogo Encantando pedindo chuva... Vai que funciona mesmo! :)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Casamento real: um dia para celebrar a pieguice

A linha do tempo das redes sociais passou o dia em disputa na tela do meu computador. Orkut, Facebook, Twitter e afins entremeavam comentários sobre o casamento real e sobre o tormento de este ser o único assunto do dia. Alguns mais exaltados questionavam se ninguém tinha nada melhor pra fazer. Outros pediram o apoio pra causa A ou B. Eu, particularmente, só dei um palpite e ainda assim foi reclamando: queixas do porque a TV alemã resolveu dublar o casório em todos os três ou quatro canais que transmitiam ao vivo.

Mas não me dei por vencida: do stream oficial da monarquia britânica eu vi o casamento de William e Kate. (Pausa para os suspiros de decepção, xingamentos e afins). Vi e achei lindo! A noiva deslumbrante no seu McQueen, o noivo meio calvo, nervoso e com cara de bobão. Um desfile da chapelaria mais refinada da Europa e o povo todo celebrando nas ruas como se cada um fosse convidado da festa. Foi um conto de fadas ao vivo: uma historinha da Disney Family se desenrolando sem cortes na TV.

Se eu estivesse em Londres – ou ao menos com tempo e dinheiro a mais na conta – eu teria ido me juntar à multidão. Não porque sou fã da realeza e menos ainda tiete de plantão de quem quer que seja. Mas por que sou jornalista e, em essência, a curiosidade me move. Mais ainda me impulsiona a vontade de ver ao vivo a vida acontecendo. Um capítulo da história, porque não, mesmo que seja uma historinha de água com açúcar e muitos souvenirs.

Por falar nisso, mesmo sem ter visto uma única vitrine com ofertas do enlace, já havia decidido qual comprar. Bateria pernas a cidade toda até achar a caneca que os chineses mandaram em contêineres com a foto do príncipe errado! Quer mais kitsch do que isso? Até premonitória, podem aventar as más línguas... já que o príncipe novinho tem a maior pinta de fanfarrão. Mas isso é assunto pros tabloides dos próximos anos.

Por hora, faço minha confissão: Amei o casamento e aceito as críticas. Futilidade, consumismo, reality show, pantomima, pão e circo. Tudo isso sim, mas também a delicadeza de uma história de amor moderna e real. Um pouco de fantasia em uma rotina tão fria e mecânica como a das ruas europeias. E como em todo o filme em que o final tem que ser perfeito, até a instável Londres soube cumprir seu papel mais do que ensaiado e ofereceu aos noivos um (inestimável) solzinho de presente.

Liguei a TV pouco antes do SIM e depois do beijo – meio sem graça – desliguei a e voltei ao papel de gata borralheira, tentando remover os quilos de pólen que me atormentam nessa primavera. A minha vida não mudou nada com o casamento real: mas certamente o dia ficou mais leve e feliz com a promessa renovada de que existe amor e que os contos de fadas, mesmo que temporários e apenas de 20 em 20 anos, podem ser reais. “Que seja eterno enquanto dure” e um brinde à rainha.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

É primavera!!!


Eu moro em um lugar privilegiado de Bremen. Um bairro chique e lindo. Um bairro caro também, onde o único lugar que cabe no orçamento são os condomínios universitários. Já devo ter falado por aqui do Luisental, onde vivo. São oito blocos de quitinetes, apartamentos de um quarto, outros maiores no meio de muito verde... que com o fim do inverno fica ainda mais verde!



Mas morar aqui tem outro privilégio: eu moro a 150 metros do jardim botânico da cidade, um parque extremamente bem cuidado, lindo o ano inteiro... E agora, com a primavera, ainda mais! Então, como fiquei bastante tempo sem postar nada por aqui, por conta da entrega da primeira parte da tese, esse post tinha que ser festivo... É uma reunião de fotos que fiz ontem e outras da primavera passada, todas aqui do ladinho de casa... Espero que gostem. Primavera por aqui tem outro encantamento...

Confere então a galeria:

















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