quinta-feira, 26 de março de 2009

Previsão do tempo

Sou louca por previsão do tempo... vejo quatro sites diferentes, o dia inteiro. Porque gosto de sol, gosto de chuva, gosto de neve. Fico feliz quando faz frio, quando faz calor... Por que gosto de sorvete e chocolate-quente. Chocolate também, pura e simplesmente. Porque adoro andar encasacada... e não abro mão de um vestido bem soltinho com o vento e o mormaço batendo no rosto. Porque gosto de pisar na neve fofa... e na neve velha, que parece crocante, também. Porque adoro fazer tricô e tenho uma coleção de cachecóis... Porque faço questão de saber que hora que amanhece, só pra colocar o despertador depois dela e acordar com o sol – ou a luz – visitando minha janela e pedindo pra entrar. Porque a hora do pôr-do-sol é sempre mágica: no mar, na montanha, no lusco-fusco ou mesmo sem sol... quando todo mundo chega em casa e começa a acender as luzes.

Por que se ta úmido e quente, me lembra Blumenau. Vento, traz Floripa de volta. Chuva... Chuville, Joinville? O frio vem de Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Gramado, de Rio dos Cedros com geada, de São Joaquim e Santa Catarina todinha. Os Alpes da Suíça... o mar do Norte na Dinamarca em pleno inverno. Se tem sol, o Rio de Janeiro espreguiça na minha mente e cutuca Salvador. Calorão que dói na Argentina e na fronteira de muambas do Paraguai. Lá da Austrália, Darwin, Townsville, Hamilton Island e tantas outras emprestam um pouco de cor: tanta cor que nunca conheci igual... nem no Iguaçu, nem no rio Paraná. Mais ou menos me lembra a Flórida em dia de chuva, São Paulo com garoa ou a seca Brasília. Mais ou menos assim, cinza como Bremen... que não é grande, mas é velha.

Sou louca por previsão do tempo por que sou curiosa em saber o que vem pela frente... por ser a única forma mais ou menos eficaz e científica de adivinhação... o tarô das nuvens, os búzios do computador. Pra saber de antemão quantos casacos ou nenhum devo usar e por onde as lembranças (boas) vão me levar naquele dia conforme o termômetro muda (na temperatura e no humor)...

Por hora... as adivinhações me levam sempre pra janela, onde confirmo as previsões, e dou uma abanadinha pro meu amor que passa, sorri, e deixa meu dia feliz. Faça chuva ou faça sol...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Como fazer sushi



Sushi sem frescura
(Para 2 pessoas – Receita para 4 rolos de alga Nori – 35 sushis)

Arroz:



1 e 1/2 xicaras de arroz para sushi - que aparece à direita (ele é mais mole e mais “gordinho” que o tradicional - à esquerda)
5 a 8 centímetros quadrados de alga kumbu (pode fazer sem tb)
4 colheres de sopa de saque.





Lave o arroz até a água sair menos leitosa. Coloque para cozinhar em água fria (3 xícaras). Acrescente o Kumbu (que deve ser retirado assim que o arroz começar a secar). Não vai sal ou qualquer outro tempero no cozimento: apenas o Kumbu e o saquê. Cozinhe em fogo médio. Depois de seco, tampe.



Ao final, se estiver bem macio, já pode ser tirado da panela para o passo seguinte. Se não, deixe na panela tampada para completar o cozimento e ficar bem sequinho, mas bem macio. É bem normal que o arroz grude na panela. Descarte essa parte amarelada.


Tempero do Arroz:


4 colheres de sopa de vinagre de arroz
3 colheres de sopa rasas de açúcar
2 colheres de sopa de saquê
1 colher de sopa rasa de sal

- Leve em uma panela ao fogo, misture sempre até derreter tudo, mas não deixe ferver. Pode-se preparar várias vezes a receita e deixar em um vidro tampado na geladeira. Dura mais de 3 meses.



Preparo do Arroz:

Coloque o arroz cozido ainda quente em uma bacia plástica ou de vidro e adicione o tempero na quantidade desejada. Prove o arroz pra decidir a quantidade. Mexa como se estivesse “cortando” o arroz, pra não empapar muito. Deixe esfriar bem antes de começar a fazer os rolos.

Preparo dos recheios:



Coloque o peixe em tirinhas de 1 cm de largura e espessura. (aqui usamos o salmão congelado, sem problemas. O segredo eh descongelar em água fria e não ao natural, nem no microondas!)
Corte os bastões de Kani ao meio, na espessura, pra que também fiquem com um centímetro.



Descasque o pepino japonês e tb corte em tirinhas (a parte das sementes não deve ser usada pq tem mto líquido)
Corte cebolinha verde bem fininha
Corte kiwi em tirinhas, morango, manga, abacate ou a fruta que preferir
Cream chease (requeijão fica ótimo tb)

Para enrolar:



Coloque a alga Nori sobre a esteirinha de bambu com a parte brilhante para baixo. Ela tem umas marcas (listas), e o rolo será feito no sentido perpendicular a elas.



Passe uma pequena quantidade de wassabi em uma das extremidades, fora a fora. Molhe as mãos no vinagre de arroz e comece a espalhar sobre a alga.



Não deixe mais de 0,5 cm de espessura. Quanto mais fininho, melhor... mas isso vem com a prática. O vinagre faz o arroz não grudar na mão. Mas não coloque demais pra não alterar o gosto do tempero. Na outra borda, deixe dois centímetros sem arroz.



Feito isso, coloque o recheio sobre o arroz próximo a borda de 0,5 cm onde foi passado o wassabi.



Enrole o sushi com cuidado. Faça a ponta ficar por baixo do recheio e vá apertando bem pra não ficar mole.





Enrole até o final e, se necessário, passe o dedo com água na parte da alga restante para colar. Coloque na bandeja com a “emenda” para baixo, para colar bem.



Para cortar:



A faca deve ser bem afiada. Passe, com os dedos, vinagre de arroz pela faca e corte
a pontinha do sushi fora (uns 2 milímetros) para acertar o rolo.



É preciso limpar a faca a cada corte, com uma toalha de papel, e então molhar no vinagre de arroz novamente.



Corte os sushis com 1,2 cm ou 1,5 cm de altura. Um rolo rende de 8 a 10 unidades, dependendo da altura.

Sugestões de recheio:

- Salmão, requeijão e cebolinha picada
- Salmão, requeijão e pepino



- Salmão, Kani e pepino
- Kani e Kiwi



- Kani, requeijão e Kiwi
- Kani, requeijão e cebolinha picada



Para servir:
Sirva imediatamente com shoyo e wassabi. Se preferir, gengibre também . Disponibilize potinhos individuais para o shoyo.

PRA QUEM JÁ TEM PRÁTICA COM O SUSHI BÁSICO:

Mini-sushi:



Depois que estiver com prática pra enrolar, corte a alga ao meio (no sentido oposto ao das marcas) e enrole mini-sushis com meia folha de nori.



Capriche no recheio, use pouco arroz e delicie-se!

Rolo ao contrário:



Para fazer o “inside-outside”, faça o mesmo procedimento do tradicional, mas não deixe a margem de 2 cm. Depois de espalhar o arroz, coloque uma camada de sementes de gergelim sobre o arroz. Com ajuda de uma tábua de carne, um prato, outra esteirinha (etc), vire com a alga para cima, na esteirinha.



Então, coloque o recheio sob a alga e enrole com cuidado, seguindo o mesmo processo.



Depois de boa prática, da pra fazer o inside-outside mini, com meia alga nori. Ficam fofos e gostosos.



Nigiri


O peixe deve ser cortado em pedaços com 3 a 4 cm de comprimento, 2,5 de largura e 0,5 de espessura.





Então, faça um rolo de arroz, coloque um pouco de Wassabi nele (bem pouco!) e acomode o peixe sobre o arroz.



Se quiser, pode usar tirinhas de 1 cm de alga nori para “amarrar”, enrolando o nigiri pelo centro e “colando” as pontas com água.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Comidinhas

Eu amo cozinhar... e sempre brinco que, se não fosse jornalista, ia ter um restaurante... Então vou usar esse espaço pra publicar umas receitinhas que ando fazendo, inventando, adaptando por aqui... Era isso :P

sábado, 1 de novembro de 2008

Cursos de mestrado na Europa reunidos em um único site

Há poucos dias foi lançado um site muito bacana para quem está procurando cursos de mestrado na Europa: o Study in Europe. Ele agrega de forma competente muitas universidades e economiza tempo na hora da procura. Mas como as outras dicas que dei, é um ponto de partida para encontrar o que se quer entre tanta oferta.


Dica de viagem: Por mais completos que sejam os sites de referência, nada substitui a visita atenciosa à página da própria universidade. E, caso as informações sejam contraditórias, é bem provável que a universidade esteja correta e, no meio de tantos cursos, os alimentadores de conteúdo dos agregadores tenham feito confusão.


Herzliche Grüβe

Prepare seu Curriculum Vitae para convencer os selecionadores

Por último, mas nem por isso menos importante na hora de conseguir um mestrado no exterior, está a elaboração do currículo. Tenha em mente: o objetivo é acadêmico, então seu sucesso como estudante precisa ser destacado. Na Europa, onde os jovens começam a trabalhar mais tarde, em sua maioria, a experiência profissional comum aos brasileiros também rende bons pontos. Seja claro, direto e diga o que sabe fazer: não adianta esperar por adivinhação ou deixar nas entrelinhas que fez o curso a ou b e que por isso está apto a ser chamada para isso ou aquilo. Escreva com todas as letras e não esqueça de adicionar uma foto!

No velho mundo, é uma tradição e tem até fotógrafos especializados em imagens para currículos. Mas dá para conseguir uma boa opção ai no Brasil. Peça uma foto 5x7, com fundo neutro (azul, cinza, branco...) em uma postura sorridente e jovial. Pode ser meio de lado, mas olhando a câmera.

Para colocar tudo isso dentro do padrão usado na Europa, use o site Europass. No final, depois de gerado o documento em doc, é possível tirar a propaganda deles. Mas atenção: escolha a opção em Inglês, já que o site também dispõem do material em português.


Dica de viagem: como você não terá a chance de explicar o que fez para quem vai selecionar os candidatos de mestrado, o currículo precisa falar por si só. Então, não faça simplesmente uma tradução literal do seu currículo brasileiro: na maioria das profissões, os termos técnicos para descrever as funções diferem muito. Peça ajuda a algum amigo nativo em inglês ou no idioma requerido. Mas se não dispuser dessa mãozinha, pesquise na internet as vagas de emprego na sua área e terá uma boa noção de como são descritas as habilidades em seu campo de atuação!



Herzliche Grüβe

domingo, 12 de outubro de 2008

Bolsas para mestrados em Portugal e na Espanha

Surgiu uma pergunta no Orkut na comunidade sobre Bolsas de Estudo no Exterior. Respondi por lá, mas transformei o conteúdo em um pequeno post para que mais gente possa ter acesso à informação. Bom, em primeiro lugar confesso que não pesquisei profundamente sobre mestrados na terrinha – nada contra Rafa! (minha irmã mora em Lisboa). Mas o que encontrei, não foi muito animador... ao menos na área de comunicação e artes, onde mantive o foco...

Por lá, existe o Instituto Camões, do governo português, que oferece bolsas... A Fundação Kalouste Gulbenkian também tem algumas opções para estudantes internacionais. No geral, é preciso inicialmente ser aprovado pela universidade para o mestrado e depois pedir a bolsa. Algumas que pesquisei cobra uma taxa de inscrição para olharem seus documentos.

Depois desta etapa é que se pode pedir a bolsa (existem exceções, fique atento!), mas nem todas cobrem integralmente o valor das mensalidades. Na Espanha é parecido e o processo mais popular é da Fundação Carolina. Os mestrados em Portugal e Espanha são 95% pagos... e bem pagos, especialmente para quem vive em real. Para cidadãos europeus, a coisa muda de figura Então, caso você tenha cidadania portuguesa ou qualquer outra européia vai encontrar muitos cursos gratuitos e terá sua vida facilitada na península ibérica.

No entanto, embora leia-se muito sobre parcerias educacionais entre Brasil e Portugal, acordos de cooperação, isso e aquilo, não há qualquer facilidade na hora de conquistar uma vaga pelo fato de ter passaporte brasileiro. Ao contrário, por causa do idioma, a concorrência com outros brasileiros é infinitamente maior. Reconhecimento de diploma para exercício da profissão, então, é um capítulo burocrático, logo e pedregoso à parte...

Bom, de qualquer forma, não adianta escolher Portugal ou Espanha apenas por não não dominar inglês. A internacionalização tem levado a Europa a mesclar idiomas e algumas matérias podem ser dadas por professores convidados em inglês. Mesmo que isso não ocorra, as faculdades pedem proficiência em Inglês como pré-requisito. Até mesmo no Brasil, para qualquer mestrado, é preciso saber um segundo idioma! Então, fica a dica, para quem já tem o Toefl, é muito mais fácil encontrar mestrados gratuitos em outros países do que em Portugal e Espanha. De qualquer forma, boa sorte aos navegantes!


Dica de viagem: Os acordos educacionais entre Brasil e Portugal são lindos... na teoria e, na maioria, permanecem nas gavetas assinamos, mas sem regulamentação para que possam ser efetivamente aplicados. Na prática, o que funciona melhor são as parcerias diretas entre universidades. Você buscar cursos de mestrado que tenham parcerias com universidades européias... Lisboa, Porto e Salamanca, na Espanha, estão entre os destinos mais comuns. É provável que você possa fazer um semestre ou um ano do mestrado fora por conta destes acordos internacionais e, dessa forma – mesmo em universidades particulares brasileiras – ficar isento da mensalidade.



Herzliche Grüβe

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Como preparar a Carta de Motivação

O caminho para estudar fora do país é duro, longo, mas se encarado passo-a-passo se torna menos assustador. Vamos por partes então: primeiro, estudar inglês e fazer o Toefl; segundo, escolher o curso; depois, conseguir as cartas de recomendação dos professores e, agora, preparar a famosa “carta de motivação”. Bom... essa requer especial atenção, já que poucas vezes você será chamado para uma entrevista pessoal. A carta é sua única chance de “falar” com o comitê de seleção e dizer quem você é e o que procura.

Cada curso apresenta uma espécie de “roteirinho” do que desejam: uns pedem um resumo do que você planeja estudar. Outros, pedem que você conte a experiência que tem nas áreas relacionadas. Independente disso, algumas dicas valem para todas as cartas:

- Mostre-se motivado com a proposta de estudo. Não repita a descrição do que você vai estudar: mas diga, de forma clara, o quanto cada tópico é relevante para sua carreira.

- Demonstre comprometimento: deixe claro que você quer, acima de tudo, estudar e que vai enfrentar qualquer desafio para dar o melhor de si.

- Fale de sua experiência como forma de agregar valor ao curso, mas deixe claro onde estão as lacunas (os gaps) de sua formação que serão preenchidos com o mestrado que pretende. Se souber tudo e for bom em tudo, não teria porque ir tão longe estudar, certo?

- Aponte experiências anteriores bem-sucedidas de forma sucinta. Não enrole, não coloque adjetivos demais. Adjetivos costumam ser bengalas para quem não tem conteúdo.

- Deixe claro que você está indo para estudar. Claro que o comitê de seleção sabe que uma experiência internacional agrega muito mais do que um mestrado em seu país natal. Por isso, só vale citar o quanto você quer ir para o tal país se isso tiver relação direta com seu foco de pesquisa: do contrário, vai parecer que você está mais preocupado em selecionar um destino turístico relacionado aos interesses pessoais do que ao tema a ser estudado.

- Por fim, deixe claro o motivo pelo qual você deve ser parte do programa. Não é preciso desmerecer ninguém: apenas mostre-se mais motivado, preparado, comprometido, informado e capaz do que os demais. Isso pode até parecer complicado no começo... mas depois de escrever e reescrever a carta umas dez vezes, você terá chegado a um bom termo.



Dica de viagem: Se não tiver o hábito de escrever em inglês, “pense” em português mesmo. Mas lembre-se de que não adianta fazer uma tradução literal do conteúdo. É preciso pesquisar os termos técnicos de cada área a fim de não falar uma besteira imensa. No mais, peça para algum amigo ler a carta. Peça ajuda para corrigir, afinal, na sua única chance de “falar”, você não quer cometer gafes, certo!??!?!



Herzliche Grüβe