de volta à nave mãe: home
Home Home by Ivana Ebel Facebook Twitter E-Mail

menu

Estudar fora Sobre a Alemanha Viagens & turismo
Nonsense Receitas Jornalismo

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Compras na Alemanha: seis coisas esquisitas que você só vai encontrar em um supermercado alemão


Fazer compras em um supermercado na Alemanha é uma experiência bem diferente do Brasil. Até mesmo os produtos mais básicos diferem. Enquanto no Brasil aparecem sacos de arroz gigantes e em profusão, na Alemanha o espaço é das batatas. Por aqui, nada de feijão ou farinha: esses são artigos que só se acha em mercados africanos, asiáticos ou especializados em comida importada.

Mas algumas coisas fazem a experiência de ir ao mercado aqui única, a começar pelo cheiro. Esse eu não explicar e nem descrever, mas cada vez que entro no mercado sei que estou na Alemanha. Nas prateleiras também existem coisas muito peculiares que só se encontram por aqui (ou em Blumenau (SC)! Mas como eu digo sempre, Blumenau é mais alemã que a Alemanha, então não conta!). Fiz uma listinha das coisas esquisitas peculiares que se vê por aqui:

Mett – Esse foi um dos meus primeiros sustos na Alemanha. No Brasil, a gente aprende desde a terceira série que a carne de porco tem que ser bem passada ou pode transmitir esquistossomose e outras doenças. Por aqui as enfermidades tropicais não fazem parte das preocupações e os alemães comem carne de porco assim, crua. É a versão do bife tartar feita com carne suína, moída e temperada. Se come com pão, no café da manhã e é tão popular que toda a cantina de universidade vende. Confesso que tive nojo na primeira olhada, mas provei e aprovei. Hoje em dia até faço em casa.

Rollmops – Como eu cresci em Blumenau, Rollmops lembra a minha infância. Não que eu comesse isso: mas o embrulho no estômago que me dava de ver os enrolados de peixe cru se desfazendo em um vidro cheio de vinagre no balcão da vendinha da esquina. Por aqui é uma comida comum e feito com arenque (no Brasil se usa sardinha) e está disponível em potes de todos os tamanhos, com cebola, sem cebola, com temperos diversos. Nunca provei. Não planejo provar.

Sülze – É uma gelatina salgada feita, geralmente, a partir do cozimento da cabeça do porco com as carnes da carcaça do crânio. Parece uma descrição horrenda, mas depois de superar a textura estranha, o sabor é bom. É um caldo de carne (de porco), temperado com especiarias e que endurece em volta de pedaços de carne. Há ainda a versão fatiada, para comer no pão, com variações de frango ou até vegetais. Eu gosto bastante, mas nunca achei outro entusiasta para me acompanhar na degustação.

Ovo cozido – Já contei aqui no blog que, na Páscoa, os alemães não costumam comer ovos de chocolate. A tradição é procurar e saborear deliciosos ovos de galinha cozidos. E eles são vendidos o ano inteiro, com as cascas coloridas. Em casa a gente sempre teve milhares de pudores com os ovos (no bom sentido!) e achava que em qualquer meia-hora fora da geladeira eles se transformariam em um foco de salmonelas, mas por aqui a visão é diferente. Ovos cozidos não são refrigerados e tem 
uma validade bem longa.

Chocolate pro pão – Alemão adora Nutella e suas marcas genéricas. Tem até uma que era fabricada já na época da antiga AlemanhaOriental, a Nudossi. Eu acho mais saborosa, menos doce e com mais avelã, mas há quem prefira a receita tradicional. Mas tradicional mesmo por aqui não é nada cremoso: são fatias finas de chocolate para colocar no pão. E na versão branca e preta. Alguém se habilita a provar!?


Suco de Sauerkraut – Essa é, sem dúvida, a pior coisa comestível que se vende no país. Achei que provar fazia parte do aprendizado e por isso divido a história para que ninguém mais faça isso. O suco de chucrute nada mais é que o caldo que sai quando se espreme o repolho que azedou em um pote com sal. E olha que eu gosto de chucrute, mas o suco é intragável. 

7 comentários:

MFC disse...

Fico com o chocolate e os ovos cozidos, talvez a carne de porco, o resto só sendo alemão...

Fabrício Cardoso disse...

Vou aí comer um Sülze contigo!

Patricia Luck disse...

kkkkk
Adorei!
Como sou de Joinville, nada aí é muito estranho pra mim (ta bom, talvez o suco de chucrute, eca!).
Mas rollmops serviam até no hospital (meu marido ficou internado uma semana em Heidelberg), faz parte do dia a dia de vcs mesmo. E o sülze a minha vó faz aqui até hoje.
Adoro ler essas curiosidades, mesmo porque supermercado é meu destino de férias favorito em qualquer lugar do mundo.

Nicole disse...

Menina, tô adorando essa série quase-diária tua por aqui... senti tanto falta dos teus textos!!
Beijo e parabéns pela qualidade e utilidade de tudo!

Beidjo,
Nicole.

Camila Fonseca Dornelas disse...

Aodrei as dicas! Estou indo morar em Stuttgart para estudar alemao e também sou jornalista. Por isto, queria saber se pode dar alguma dica, pois estou querendo trabalhar e estudar na minha área, assim que conseguir acompanhar as aulas.

Elemer Maiberg disse...

OLA IVANA! SO TU MESMO PRA LEMBRAR A MINHA INFANCIA.SO FALTOU AQUELE QUEIJO QUE ERA TIPICO DE POMERODE LEMBRA.MAS DE TUDO ACHO QUE O SUCO E TORTURA PURA FAZER O SUJEITO BEBER ISSO.SUCO DE CHUCRUTE.MEIN GOD..RSRS. UM ABS!

Ariane Utishiro disse...

Oi Ivana perguntinha tem algum mercado em stuttgard com coisas brasileiras?

Bjs

de volta à nave mãe - desde 2008 © Ivana Ebel