
Eu vou ficar mais uns quatro anos morando na Alemanha, pelo menos. Meu marido foi aprovado em uma bolsa de doutorado e, com isso, além dele, eu posso fazer doutorado também. Antes dessa resposta, passamos muito tempo discutindo se voltaríamos ao Brasil com o fim do mestrado ou se tentaríamos a vida um pouco mais por aqui na terra da batata ou em outro canto do Velho Mundo. O fato é que essas discussões serviram como balanço e hoje posso falar com mais clareza sobre as vantagens de viver em cada um dos lugares.
Quer conferir um pouco da disputa? Ai vai então, Brasil x Alemanha...
Família e amigos – Não tem como escapar de ter a família e os amigos de muitos anos no topo dessa lista de prioridades. Assim como não se pode ignorar o peso que o coração tem nessa matemática. As mães – a minha e a dele - , os irmãos dele, a penca de sobrinhos. Ver as crianças crescendo, ajudar a organizar as festinhas de aniversário, os churrascos com a família, as mil decorações para o Natal. Tudo isso não tem preço. Ao mesmo tempo, temos novos e bons amigos aqui, minha irmã mora em Portugal e, estar na Alemanha significa poder estar perto dela com muito mais frequência do que estaria se morasse no Brasil. No fim das contas, não posso ter todo mundo ao mesmo tempo...
Humor – O Brasil é um país alegre, não restam dúvidas. Talvez uma das qualidades maiores do brasileiro é a capacidade de rir de si mesmo e de sua própria desgraça. Com brasileiro não tem tempo ruim e encontrar alguém sorridente pela rua não é exceção, é regra. Na Alemanha é o oposto disso. Apesar de todas as coisas boas que existem por aqui, parece que todos nascem azedos, mal humorados. Sorrir é algo raro e ser bem atendido por aqui então, merece sempre algum comentário aqui em casa. Esteja preparado para caras feias, olhares pesados. Mas saiba que os poucos sorrisos serão sinceros.
Sinceridade – Esse é um ponto que a Alemanha ganha do Brasil. Aqui você pode falar a verdade sem medo de alguém ficar magoadinho. A pessoa quer te visitar e você programou outra atividade para o dia, é só dizer que não pode receber. Não pode ir na festa? Diga não e pronto. Prefiro mil vezes essa aparente frieza – que na verdade é só uma forma de ser franco e direto – do que ao milhares de “sim” cheio de falsidades do Brasil.
Jeitinho – Eu odeio o jeitinho brasileiro e, sinceramente acho que ele é o culpado pela maioria dos problemas do Brasil. O jeitinho é o pai da corrupção: é o pequeno desvio da norma para beneficiar um em prejuízo de outro. Por aqui, as coisas são ou não são. A regra é clara e você deve seguir o Ordnung. Quer fazer algo de forma diferente? Os alemães aceitam argumentos: mostre a eles que o caminho é diverso, mas o fim é o mesmo que estarão dispostos a ceder. Mas isso se não trouxer prejuízo ao coletivo.
Coletividade – Alemão é individualista ao extremo. Ninguém vai te oferecer um gole de refrigerante, um pedaço de chocolate, uma bala. Esqueça. Não é parte da cultura. Mas ao mesmo tempo, a visão de espaço coletivo aqui é o que faz a diferença. Para os alemães, um espaço público é um lugar que pertence a todos e deve ser cuidado por todos. No Brasil, é um espaço que não pertence a ninguém e, por isso, ninguém precisa cuidar dele. O resultado disso é a diferença das praças, parques e jardins daqui e de lá.
Clima – Eu moro no Norte da Alemanha e, pra quem nunca fugiu da aula de Geografia, isso seria o bastante pra definir o inferno. Os dias de chuva são tão frequentes quanto em Londres, sem o charme da capital britânica. O inverno é longo – uns 8 meses - , chuvoso. Neva pouco, chove muito e, no verão, quando você terminou de tirar o último casaco, a primeira folha de outono já começou a cair. É isso e deu. E no Brasil? Morar em Florianópolis, praia por mais de seis meses, vento... ai ai... nessas horas eu me pergunto como é que eu vim parar aqui.
Idioma – Tem um dito popular aqui que diz: “É preciso três meses pra aprender inglês, três anos pra falar francês e 30 anos pra entender alemão”. É exatamente isso. Mesmo que você estude muito, nunca vai falar perfeitamente. Pode morar aqui há cinco, 10 anos e ainda vai trocar algum artigo, errar uma declinação... Se bem que até os alemães erram! Ehhehe E não se pode, nesse caso, dizer que português seja necessariamente fácil... O que faz falta, no fim, é o domínio do idioma em suas entrelinhas: poder fazer piadas, usar ironia, sarcasmos... entender as referências mais sutis. Isso nunca vai acontecer, mesmo que eu fique aqui por toda a minha vida.
Frutas – Manga, mamão, maracujá, pitangas e carambolas do meu Brasil. Não há um único dia em que eu não pense em vocês. Jabuticabas, goiabas, abacates, caldo de cana, mexericas fedidas e mesmo as bananas de mercado. Sinto falta desesperadora de tudo isso e mais, de frutas com gosto de fruta, com cheiro de fruta. Eu compro mangas aqui na Alemanha por pura teimosia: pela textura da manga, eu acho. Porque gosto, não existe e ponto final. Mas é preciso fazer justiça: não existem, no mundo, frutas vermelhas melhores do que as vendidas aqui. Os morangos plantados na Baixa Saxônia (que eu chego de bicicleta, a partir da minha casa) são a coisa mais deliciosa que eu já provei na vida. E as cerejas, amoras, mirtilos... tudo isso faz compensar oito meses de privação com apenas laranjas secas e maças feias no mercado.
Comida – Viver na Alemanha é aprender, em um mês, 32 jeitos de comer porco com batata. Ou batata com porco, se preferir assim. O cardápio é pouco variado no quesito ingredientes e bem interessante quanto a criatividade. Com as raras variações de frango, peru ou peixe, deixam a vida meio sem graça e talvez justifiquem o humor pesado que mencionei antes. Carne vermelha aqui é ruim e, se for importada do Mercosul, tão cara que não da pra comprar. Então, é uma raridade no prato, já que nem vale o esforço pela frustração que vem no sabor. Se bem que eu faço quase todas as receitas brasileiras com ingredientes locais e, ao que me consta, o maridinho não tem do que se queixar... eheheh
Violência – Este é um item que exige poucas explanações. Basta dizer que a sensação de segurança, de andar nas ruas sem medo, de não precisar montar estratégias de como sacar dinheiro e poder usar uma câmera, celular ou qualquer coisa sem olhar em volta, não tem preço. É o item em que a Alemanha ganha mais pontos em comparação ao Brasil e um dos fatores decisivos em me fazer querer viver aqui.
Trânsito – Eu nunca pequei congestionamento na Alemanha. Também nunca dirigi um carro aqui e nunca senti falta disso. O transporte coletivo é excelente e supre todas as necessidades do cotidiano. Nunca senti saudades do trânsito de Florianópolis e de perder duas horas pra ir do Centro Administrativo para o Campeche no fim de tarde de uma sexta-feira...
Custo de vida – Eu só escuto os meus amigos reclamando dos preços no Brasil. Por aqui, as coisas pouco mudaram desde que chegamos, há quase três anos. Pelo que tenho comparado, comida (coisas básicas), produtos de limpeza e afins, são muito mais baratos por aqui do que em terras tupiniquins. Até mesmo o aluguel: não chega a ser uma diferença tão gritante entre morar aqui ou em um lugar confortável da Ilha de Santa Catarina.
Proximidade de outros países – Nesse quesito o Brasil não tem como competir. Ou teria, se as passagens de avião internas não fossem tão proibitivas. Então, o Brasil – que são muitos Brasis – seria um lugar perfeito para viajar. Mas como isso faz parte apenas dos meus sonhos, a Europa sai na frente. Aqui é possível viajar com muito pouco e, com as fronteiras próximas, conhecer muitos países não é uma realidade tão distante.
Custo de vida x qualidade – De um modo geral, aqui se vive melhor com menos dinheiro. Ou vive-se melhor com o mesmo que se gastaria no Brasil. Lazer, cultura e qualidade de vida fazem parte da cesta básica mesmo de quem, como nós, passou muitos anos apenas contando moedinhas para dar conta do sonho.
Cidadania – E por fim, a vitória brasileira neste quesito. Falo de cidadania no sentido de pertencer à sociedade, de ser alguém na vida em termos de reconhecimento. No Brasil, mesmo os estrangeiros, são acolhidos e, nossa mistura tão louca, nos faz mais iguais: somos todos brasileiros: pretos, brancos, loiros, ruivos, morenos, católicos, umbandistas e mesmo gente de religiões que pouco conhecemos. Sim, o Brasil tem problemas, discriminação, racismo... Mas é diferente por aqui: a intolerância é maior, a necessidade de dissimular essa intolerância também é. Existe o “mea culpa” alemão em nunca criticar ou falar mal da cultura alheia ( a culpa no cartório registrada nos anos 40 ainda pesa muito por aqui), mas no fundo, aceitar não significa incluir. Os turcos estão aqui desde o fim da guerra e ainda são “os turcos”, mesmo que seus filhos e netos nunca tenham colocado o pé em Istambul. E o mesmo acontece com todos nós que escolhemos a Alemanha como lar. Mesmo que eu aprenda a língua, que tenha cabelos loiros e olhos azuis, pra sempre vou ser apenas uma estrangeira e nunca, de fato, vou ter a sensação de pertencimento que só o Brasil sabe como oferecer...





20 na lista de passageiros:
Muito bom o texto Ivana. Posso afirmar que as suas palavras transcrevem bastante nossas impressões, salvo uma ou outra alteração cultural que vivemos aqui em Portugal.
Bem, agora que o Jonny ganhou na loto, podemos combinar umas visitas mais frequentes e umas viagens em conjunto, né?
bjs
Excelente texto, Ivana! Moro há 9 anos na Alemanha, e sou de SC també, (Joinville) e vejo da mesma forma forma que voce. Acabei de voltar de 3 meses no BR (marido foi desenvolver um projeto pra empresa) e posso incluir mais alguns fatores que me fazem ficar longe de lá: barulho (acho que o BR é o país mais barulhento do mundo!), baixa qualidade dos produtos oferecidos e a impontualidade quase que geral da populacao.
Nem vou entrar no mérito da passividade e corupcao...
Escolhemos este país para morar (marido tb é joinvillense) e é por aqui que pretendemos ficar. ;-)
Tudo de bom pra vcs nesta nova etada- doutorado!
Oi Ivana! Aqui é a Giselle Zambiazzi, de SC. Esse texto está ótimo, como todo o blog. Um pequeno comentário sobre conhecer o Brasil: saí de SC por pouco mais de 3 anos. Morei no Sudeste. Conheci uma parte razoável do que é o Brasil de verdade. Acho fundamental nós conhecermos nosso país. Mas, com muito pesar, afirmo: esqueça o romantismo. O Brasil é uma grande farsa onde a corrupção, a falta de educação e de escrúpulos impera. É a lei do "antes ele do que eu" sempre. Infelizmente. Há falta de acesso a muita coisa sim como informação e cultura, mas quando esse acesso é oferecido, a maioria escolhe continuar como está por ser mais cômodo. Eu me decepcionei muito com o Brasil nestes últimos anos e é um assunto que gosto muito de conversar a respeito porque ainda busco uma luz rsrsrs
Beijos e boa sorte a vocês dois aí no Velho Mundo. E obrigada pelo blog!
Querida Ivana, como sempre, precisa. O Brasil é um país maravilhoso, que está vivendo uma mudança drástica por causa do crescimento econômico e as diferenças e as intolerâncias que ficavam por baixo do tapete estão aparecendo. Apesar de todos os problemas, não é o pior país para se viver. É uma nação relativamente jovem e que ainda precisa amadurecer para evoluir ainda mais. Esse dia virá, tenho certeza.
Conheci a Alemanha, como vc sabe, há alguns meses, e adorei tudo, especialmente os dois pontos que vc citou, que é a sensação de segurança e a sinceridade. Mas confesso que fiquei chocada com a extrema seriedade e autodefesa das pessoas que prestam serviço por aí. As caixas de supermercado me assustam, hahahaha, e tb tive uma experiência bem chata com uma maluca que trabalha na revistaria do aeroporto de Frankfurt que me expulsou e quase me empurrou, aos berros, só pq cometi a ousadia de entrar na loja (que estava aberta) CINCO minutos antes do horário oficial. Eu não tive dúvidas: mandei-a para aquele lugar em bom português :)
O legal é reconhecermos os pontos positivos e negativos dos lugares que conhecemos e chegar a uma conclusão: estamos todos no mesmo barco :) Beijo grande :D
Perfeito o texto Ivana,acho que se eu ler mais umas 3400 vezes eu tomo uma decisão =p. Quando tem família e amigos no meio é complicado decidir.
Um beijo!
é sempre dificil escolher onde morar, mas eu ja vejo a escolha como um privilegio. =) Acho que é uma decisao de luxo, poder escolher e avaliar o que eh melhor pra gente. No momento so me vejo morando aqui...nao conseguiria voltar pro Brasil. Mas sei que meu humor e vontade mudam a cada hora e nao teria nada contra morar ate num outro pais europeu ;) eu vou onde o destino me levar mesmo. Adoro me adaptar aos lugares e conhecer culturas novas. bjs!
Ok... eu soi tenho um grande porem para fazer: Acho uqe a questao de nao se misturar eh muito relativa. Faremos entao uma comparacao...
Alemao no Brasil:
Uau, eh tudo exotico, essa gente alegre, vou aproveitar que to bem longe da Alemanha e vou curtir a vida... mas que gente bem simpatica essa do Brasil eihn? Que comida deliciosa essa brasileira eihn? Bom variar um pouco da alema.
Brasileiro na Alemanha:
Nossa. Os alemaos sao frios. Falei meia duzia de palavras em ingles ou tentei arranhar no portugues e eles nem se importaram. Como eles sao maus! E ainda por cima nao tem a comida do Brasil, porque a comida alema nao presta. Entao acabo ficando com meus amigos brasileiros espanhois e nem me misturo muito, porque eles sao maus....
Entendeu o que eu quis dizer? Se vem pra Alemanha, Franca, Inglaterra, caia de paraquedas, de bracos abertos e tente absorver a cultura, por mais que voce nao entenda. Mais cedo ou mais tarde voce vai compreender, mesmo que nao aceite, pelo menos respeite. E alemao realmente nao eh tao dado assim como brasileiro, porque tem bilhoes de obrigacoes e eh bastante centrado. Brasileiro eh jogador de futebol nato: trabalha 15 horas pra pagar no maximo o aluguel e ainda sai pra tomar uma cervejinha no final do expediente.
--- Quanto aos turcos, eles nao tm nenhum interesse de se integrar, isso eh comprovado, existem zilhoes de pesquisas sobre isso. Entao nao conta. Se as pessoas nao entram dentro do esquema, com um trabalho, bom alemao falado, respeito a sociedade e aos costumes... enfim, certo que vai acabar isolado.
muito legal a comparacao...concordo quase q completamente...soh na ultima parte nao concordo muito e estou em comum acordo com o gabriel aqui em cima. querendo ou nao os alemao "abrem as pernas" demais, devido a tal anos 40.
Moro na Holanda, sou feliz aqui, concordo com o seu texto, mas em busca da felicidade eu vou esperando por aqui até que possa me mudar novamente para o Brasil. Brasil, Brasil, Brasil, só soube o quanto me faz falta quando os meses longe foram passando.
É saudades da familia, da comida, dos amigos, do cachorro, da espontaneade, da força de vontade, da simplicidade. Saudades, cada um tem a sua né?
Acho que aqui as coisas funcionam muito bem, mas não sou holandesa, isso só me fez pensar que com todos os problemas o Brasil ainda é o meu porto seguro.
Nossa...adorei esse Post, acho que todo brasileiro que mora aqui vai concordar com o que vc citou no Post.
Gostei muito do post, mas nao concordo com o topico da cidadania. Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, "cidadania é a qualidade ou estado do cidadão", entende-se por cidadão "o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este"
Nesse sentido somos muito mais cidadaos aqui do que no brasil, por poder mesmo nao sendo alemaes ou seja cidadaos de verdade, ainda gozamos da seguranca, educacao, transporte, saúde, entre outros direitos civis.
No Brasil, ao contrário do que foi escrito existe o mesmo ou talvez mais preconceito do que aqui. Sou paulista e me mudei para o nordeste onde morei muitos anos antes de vir pra cá. E posso dizer que MUITAS pessoas que eu conhecia, era amiga, ou parente, em sao paulo se mostraram extremamente preconceituosas com o nordeste e seu povo, sem nem mesmo ter viajado para lá, ou conhecer realmente a cultura. Pra mim isso é o cúmulo.
Ivana, descobri seu blog por acaso, estou gostando muito, principalmente pelo humor com qie você escreve e ao mesmo tempo corretamente. É difícil ler blogs e tal com um português ruim. Moro também na Alemanha e fico até dez completando assim três anos. Me dói ter que voltar mas o contrato de meu esposo se encerra e ele nao fica de jeito nenhum. O bom é que tive a oportunidade de conhecer esses dois mundos. Carregar comigo o que me deixou marcas e sao tantas... Vou voltar pra Curitiba com o coracao apertado e sentirei muita saudade, exceto de algumas coisitas!!!
vou continuar lendo o seu blog... desejo sucesso!
Ivana, descobri seu blog por acaso, estou gostando muito, principalmente pelo humor com qie você escreve e ao mesmo tempo corretamente. É difícil ler blogs e tal com um português ruim. Moro também na Alemanha e fico até dez completando assim três anos. Me dói ter que voltar mas o contrato de meu esposo se encerra e ele nao fica de jeito nenhum. O bom é que tive a oportunidade de conhecer esses dois mundos.
Sucesso!!
Malu
Ola Ivana, adorei seus posts... Adoro ler artigos sobre essas diferenças culturais, achei muito divertido o post de tudo que nao se deve fazer na Alemanha, enfim, deu pra imaginar muito bem essas diferenças, parabens!!!
Oi, Ivana Alles Gute! Muito legal o sue post. Nada acrescentar, a não ser o fato de que, mesmo sendo um Staatsagehörigkeiter, nunca me senti alemão, e sim um estrangeiro, porque tb não me sinto brasileiro. E, sinceramente? Isso me dá o MAIOR orgulho! Acho que a gente pode se afundar em uma ideologia nacionalista, seja ela qual for, quando não conseguimos nos distanciar um pouco das culpas e neuroses de cada povo. Como dizia o Bertolt Brecht, "Ich kann überall hungern." (Vaterlandsliebe, der Haß gegen Vaterländer, in Geschichten von Herrn Keuner - http://goo.gl/JZcQN). Valeu!
Nossa cara, show de bola esse texto, super tico em detalhes e informacoes realmente fundamentais para quem como eu esta cogitando a possibilidade de ir passar uma temporada por ai! Valeu!
OI Ivana!
encontrei seu blog pelo blog da Bruna. Procurando receitas para parar de engordar, e começar a comer direito. Bem, adorei seu blog. Li o texto sobre as diferenças e veio me explicar muito o sentimento de nunca me sentir "pertencente" a este lugar. Namoro um alemão, mais velho, que vejo que não tem futuro nenhum, eles nos deixam muito sozinhas. beijo e tudo de bom!
Olá Ivana.
Bom, sobre esta da cidadania, você está corretíssima a respeito dos turcos. Moro na Bavária há um ano e aqui tem um monte. Meus amigos sao todos alemaes e muitos falam que os odeiam. Eu particularmente nao tenho nenhum problema sequer(estou aqui como italiano e minha esposa é alema.
Todos me tratam super bem, sou convidados para algumas pequenas reunioes na casa de alguns colegas de trabalho e tudo mais, mas em relacao aos outros extrangeiros em geral, é realmente meio complicado, principalmente turcos, romenos e poloneses.
Olá Ivana.
Bom, sobre esta da cidadania, você está corretíssima a respeito dos turcos. Moro na Bavária há um ano e aqui tem um monte. Meus amigos sao todos alemaes e muitos falam que os odeiam. Eu particularmente nao tenho nenhum problema sequer(estou aqui como italiano e minha esposa é alema.
Todos me tratam super bem, sou convidados para algumas pequenas reunioes na casa de alguns colegas de trabalho e tudo mais, mas em relacao aos outros extrangeiros em geral, é realmente meio complicado, principalmente turcos, romenos e poloneses.
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