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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Alemanha de A a Z: um guia prático para entender a terra dos castelos, da batata e da cerveja


Um guia prático para entender esse país cheio de regras, peculiaridades e consoantes. Uma coleção de verbetes com experiências, muito achismo e nenhum rigor científico: experiências somadas no cotidiano de um país com uma aura tão indigesta quanto repolho azedo com joelho de porco cozido, mas que se revela um local seguro, prático e até divertido de se viver.

Atenção: a reprodução desse texto ou suas imagens em qualquer outro veículo midiático – incluindo blogs ou sites só é permitida a partir de consulta prévia. Caso queira compartilhar, publique o parágrafo acima e inclua um link para o post original.



Alemanha – O país coleciona ódios e amores na mesma proporção. Bom, não exatamente. A liderança econômica da Alemanha na união europeia coloca o país – e em especial a chanceler Angela Merkel – no centro das críticas pela crise econômica. Não raro a governante é retratada como nazista, embora dentro do país goze de prestígio (demonstrado nas urnas nas últimas eleições). Más línguas dizem que a Alemanha conquistou com a economia e com a criação da EU aquilo que o Nazismo almejava e fracassou. Críticas à parte, é o país de um povo ordeiro e que tenta superar as marcas do passado. Uma economia de índices fortes apesar da crise e um lugar onde se vive com estabilidade e segurança.



Berlin – É capital alemã desde a reunificação, em 1991 (antes era a capital da Alemanha comunista – a DDR e Bonn era da Alemanha “Ocidental”, a BRD) e uma das cidades mais cosmopolitas da Europa. Apesar dos seus 4,4 milhões de habitantes, é um lugar relativamente tranquilo e seguro. O sistema de transporte de Berlin é certamente um dos mais eficientes do mundo – embora quem viva lá não se conforme com os 10 minutos de atraso dos trens que cruzam a região metropolitana. Tem lugares lindos mas, como um todo, não é exatamente o modelo europeu de beleza. Berlin encanta por ser história viva: a guerra, o muro, a divisão das Alemanhas transformam a capital germânica na cidade mais rica em história de todo o país. Imperdível.



Cerveja – A Alemanha pode até não ser o maior consumidor mundial de cerveja (com 143 litros por pessoa a cada ano, tchecos ocupam essa posição, seguidos dos austríacos, com 108). Os alemães estão em terceiro, com a média de 107 litros por pessoa por ano. No Brasil, que ocupa a 17ª posição, são 62. Mas as cervejas produzidas na Alemanha garantem a fama internacional. Existem incontáveis marcas produzidas por 1274 cervejarias registradas. Fora quem faz em casa. Os tipos variam muito, mas para serem chamadas de cerveja, todas devem seguir a lei de pureza na fabricação, a Reinheitsgebot. Somente água, malte, lúpulo e fermento podem ser usados no fabrico. Comparando as cervejas alemãs do tipo Pils com as brasileiras – que são quase sempre dessa categoria – fica fácil diferenciar: as cervejas alemãs são mais “fortes”. Tem um sabor mais marcante de malte e uma variação grande na lupulagem. São servidas um pouco menos geladas que no Brasil para que se possa apreciar o sabor em todas as suas notas.



Domingo – Todo sábado parece que o país está às vésperas de uma guerra, especialmente nos supermercados. No domingo – com raríssimas e recentes exceções nas cidades maiores – NADA abre no país. Não tem mercado, não tem loja, não tem shopping aberto. Padarias fazem plantão em sistema de rodízio, como as farmácias. Cada final de semana é uma que “faz o favor” de abrir em um determinado horário para vender. Mas as portas abertas são por pouco tempo. É melhor planejar o domingo com antecedência, fazer a lista de compras bem completa para não faltar nada.



Educação – O sistema de educação alemão causa estranhamento em quem chega. No final do que seria a quarta série no Brasil, os professores dividem os alunos em três grupos: os mais inteligentes, estudiosos e com boas notas; os intermediários, e os mais “fracos”. Cada grupo segue para uma escola diferente. Os “espertos” vão para o Gymnasium, onde serão preparados para entrar na universidade. Os do meio, passam a frequentar a Real Schule, que acaba mais cedo e conduz, geralmente, a um curso técnico ou a um curso superior do tipo tecnólogo. Já os “burrinhos” são encaminhados para a Hauptschule, onde recebem um ensino elementar e são encaminhados cedo para cursos profissionalizantes em áreas de ocupações menos especializadas: jardineiros, zeladores, padeiros, condutores de ônibus e afins. Isso porquê, na Alemanha, até para assentar tijolos em uma obra é preciso um curso técnico. Geralmente são três anos de preparação para qualquer atividade.



Feiras de Natal – As celebrações de Natal na Alemanha são pura magia. Em todas as cidades são organizados mercados que vendem comidas típicas do inverno e o tradicional vinho quente temperado com especiarias, o Glühwein. O cheiro da bebida se soma com as amêndoas carameladas, a neve e todos os cantos parecem cenário de filme. Sem exagero. É lindo demais. Já o réveillon, Silvester, como se diz aqui, é o oposto disso. Algumas cidades fazem queima de fogos, mas no geral, são apenas as pessoas que levam seus fogos para a beira de um rio, se houver. Alias, os espaços tradicionais são verdadeiras praças de guerra: o cenário é apavorante, com bombas e rojões explodindo por todos os lados. Isso porquê os fogos são proibidos no país o ano inteiro e só podem ser comprados e usados nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. Ou seja: são 48 horas para dar vazão a todo o fetiche bélico de um país inteiro. Além disso, o frio espanta qualquer ânimo. Pode ser divertido passar na rua, mas é preciso ter um programa para depois, porque meia hora depois da virada a multidão já estourou seus fogos, deixou toneladas de lixo para trás e se dispersou. Abaixo de zero, só mesmo com um bar quentinho pra comemorar!



Geração de energia – A Alemanha vive de energia termoelétrica (do carvão) e nuclear, mas está trabalhando duro em um plano ambicioso: mudar sua matriz até 2020. Muito tem sido feito e já se pode escolher comprar energia de fontes renováveis. Placas solares e turbinas eólicas estão espalhadas no país inteiro e isso não sai barato. No entanto, quem vive aqui aceitou pagar o preço de cuidar do meio ambiente. Além da energia, alemães consideram a separação do lixo quase uma religião. Veja o verbete Lixo.



Hauptbahnhof – Cada cidade tem a sua estação central de trem, que interliga os mais distantes recantos do país. A malha ferroviária alemã é de dar inveja. As conexões são geralmente precisas: é normal ter-se apenas três ou quatro minutos para trocar de um trem para o outro. Por isso qualquer atraso é catastrófico. Mas tem pra quem se queixar e as queixas são ouvidas. Mais de 60 minutos de atraso significa receber dinheiro de volta. Quem vive aqui reclamaconstantemente da Deutsche Bahn, mas quem vem de fora geralmente elogia: os serviços são bastante organizados em comparação a outros países, mas se paga bem mais caro por isso. Um cálculo bom (mas não preciso!) é saber que cada hora de trem custa aproximadamente 10 euros quando os tickets são comprados com antecedência. Se comprar na hora, pode ser o dobro disso. Existem muitas formasde economizar e encontrar tickets mais baratos.



Imigrantes – Estatísticas de 2011 apontam que 19,5% da população total alemã (81,75 milhões de pessoas) é imigrante ou descendente de imigrantes.  Mas em muitas cidades a sensação é de que esses números são bem mais altos. Turcos são a larga maioria. Oficialmente, 1,575 milhão no final de 2012. Mas é preciso levar em conta que as novas gerações – filhos e netos dos turcos que imigraram no pós-guerra para trabalhar na reconstrução do país - já são nascidas na Alemanha e, portanto, alemães. Poloneses aparecem em segundo na lista: 532 mil. São seguidos dos italianos (529 mil), gregos (298 mil), croatas (224 mil) e romenos (205 mil). Brasileiros são muito menos, mas ainda assim 34.945 estão registrados no país. Essa mistura cultural pode ser vista no rosto das pessoas, na lojas de todas as nacionalidades, nos bairros de imigrantes. Mas nem tudo são flores e, mesmo com um passaporte alemão na mão, estrangeiro será para sempre estrangeiro.



Joaninha – Elas são símbolos de boa sorte aqui na Alemanha. Mas se você morar perto de um parque ou tiver um jardim grande, podem bem ser um azar! No final da primavera e começo do verão elas surgem aos milhões e não raro você passeia por um jardim e escuta um barulho “crocante” sob os pés... das joaninhas que vai amassando involuntariamente pelo caminho.



Kirche ou Kirsche – Igreja ou cereja? Alemão é mesmo um idioma complicado. Complicadíssimo. Mark Twain já dizia que "A vida é muito curta para aprender alemão", mas aprender o idioma é a principal chave para a integração. Costumo brincar que a universidade pode ser em inglês, mas a vida real segue sendo em alemão mesmo. Fora isso – e de volta a cereja! – a frutinha toma conta dos mercados no verão e faz o inverno todo ter valido a pena.



Lixo – Separar o lixo é o verdadeiro esporte nacional da Alemanha. E é bom fazer isso direito antes que um vizinho carrancudo apareça na porta pra dizer que você separou isso ou aquilo errado. Existem toneis de coleta de lixo reciclado nas casas ou em algum local próximo. Sempre. Então, o negócio é memorizar a cor dos contêineres: azul é para papel; amarelo para embalagens pequenas e metais; marrom é para lixo orgânico e o preto para o que não se pode reciclar. Vidro é separado por cor: há um contêiner para o transparente, outro para o marrom e outro para o verde. Até hoje não sei o que fazer com garrafas azuis e, por via das dúvidas, deixo de decoração em casa.



Mau humor – Eu não diria que os alemães são necessariamente mau humorados. Prefiro dizer que tem um senso de humor peculiar, diferente do brasileiro. É uma questão de costume. Tem gente que acha que sinceridade é grosseria e por isso acha que todo mundo na Alemanha é mal educado. Eu acho a vida mais simples. Se você recebe um convite e não pode ir, diz que não e pronto. Não promete e depois falta. Essa sinceridade quase em excesso é parte da personalidade do país e ajuda a construir a má fama. Claro que tem momentos em que a paciência some, especialmente naquelas temporadas de chuva, quando para sair na rua é obrigatório vestir uma cara azeda. Mas ai vem o sol... ah, o sol. E o humor muda e a vida segue.



Nazismo – Esse é um tema proibido. Nunca, jamais faça qualquer piada sobre o assunto. Não fale sobre a guerra em uma festa. Os alemães carregam até hoje uma culpa e uma vergonha muito grande pelo Nacional Socialismo e o assunto sempre transforma os humores. A questão é tão tabu que beira a paranoia. Por aqui, ter uma bandeira da Alemanha é algo mal visto: só pode na Copa. Ter orgulho do país ou de ser alemão também são valores que remetem ao fascismo. Os neonazistas só contribuem para entornar ainda mais o caldo.



Ordnung – Esta é a palavra que melhor resume a Alemanha. Para tudo existe uma regra, uma norma, uma lei. Para cada coisa que se queira fazer há um uniforme específico e um manual. Para a vida funcionar é preciso seguir todas as regras. Isso mantém o Ordnung, a ordem, traz estabilidade e faz a vida de todo mundo mais fácil. Bom, esse é o pensamento alemão. Nesses anos de Alemanha acabei aprendendo que o Ordung é, na verdade, o antônimo do jeitinho: se no Brasil sempre se acha uma maneira de contornar a situação e levar vantagem dela, aqui a mesma regra vale para todos e não adianta espernear.



Pontualidade – Chegar atrasado é um crime. E deveria ser no mundo todo! Marcar com alguém e fazer a pessoa esperar é o mesmo que determinar que o seu tempo vale mais do que o tempo da outra pessoa. Tirando a empresa de trens, que já foi muito pontual em outros tempos, todas as coisas seguem o ponteiro à risca. Se for se atrasar mais do cinco minutos, é bom mandar uma mensagem ou ligar avisando. Isso vale para o trabalho, para o compromisso com os amigos, para a universidade. Um amigo disse uma vez que a precisão é tão importante para os alemães que deve ser por isso que eles dizem os números de forma invertida: primeiro a unidade e depois a dezena! Só pode!



Qualidade – Se o orgulho de ser alemão é algo negativo para as pessoas, a relação com os produtos é inversa. Regras de controle de qualidade rígidas e consumidores exigentes deixam poucas queixas em relação a qualquer coisa feita no país. Isso vale até mesmo para os supermercados mais baratos – os discounter, tipo Lidl, Netto, Aldi, Norma. Até os produtos de marca branca, vendidos com exclusividade por determinada rede, tem boa qualidade e podem ser comprados sem medo. São muito mais baratos e não decepcionam em geral. Se tiver dúvida, consulte as etiquetas dos testes de qualidade, que são exibidas com orgulho pelas marca. Gut ou Sehr Gut estampados no fundo branco com o nome dos institutos são a certeza de levar pra casa coisas boas e, na maioria das vezes, sem ter que pagar mais caro por isso.



Religião – Dizem que a antiga Alemanha comunista é o lugar mais sem Deus do mundo. Isso por conta dos índices elevados de ateísmo nos estados que antes formavam a DDR. Mas esse fenômeno, que se repete em menor escala na “outra” Alemanha, tem um componente econômico importante: o imposto descontado direto na folha de pagamento para quem professa uma religião. Os valores variam conforme a renda, em uma conta que não sei definir como é feita. Mas chegam perto dos 100 Euros por mês pra quem ganha entre mil e dois mil. Por isso muita gente que pede benção pra avó se declara ateia na Alemanha. Quem paga justifica que o valor é usado para a conservação das igrejas que são verdadeiros museus e que financia muitas ações de caridade e mesmo bolsas estudantis oferecidas pelas organizações religiosas. Quem declarou e se arrepende depois da chegada do primeiro contracheque precisa ir a prefeitura e fazer uma papelada enorme em que “renuncia a fé”.



Salsicha – Existem estimados mil e quinhentos tipos de salsichas na Alemanha e, claro, eu devo conhecer uns 40, chutando alto. Cada cidade tem sua especialidade, seu jeito de preparar, sua receita secreta. Basicamente é assim: tira a tripa de dentro do porco e coloca o porco moído e temperado dentro da tripa. Duas salsichas, no entanto, são facilmente encontradas no país todo. A Bratwurst da Turíngia, que tem entre 30 e 40 cm, uns 3cm de diâmetro e é servida assada em um pão minúsculo com mostarda. A outra é a Currywurst, o prato típico de Berlin. A tenda do Curry 36, que fica na capital, é considerada por muitos a melhor, mas é possível achar boas opções na Alemanha inteira. Lembra (bem de longe!) a salsicha de cachorro-quente do Brasil, assada na grelha, cortada em rodelas e servida com um catchup temperado e curry em pó no topo. A descrição pode não ser convidativa, mas uma visita ao país não está completa sem provar a iguaria.



Teimosia – A minha cidade, Blumenau, em Santa Catarina, foi fundada por alemães e ainda abriga muitos descendentes. Por lá a gente usa um ditado mais ou menos assim: “Alemão não é teimoso. Teimoso é quem tenta discutir com alemão”. Bom, de algum lugar isso saiu. Eu já cai na besteira de discutir ou tentar argumentar algumas vezes por aqui e, depois de alguns anos de sofrimento, fica a dica: nem comece.



Universidade – A Alemanha tem internacionalizado suas universidades cada vez mais. Depois do tratado de Bolonha, especialmente. Com o fim dos cursos superiores chamados de Diplom (mais extensos que um bacharelado no Brasil e já com a equivalência do título de mestrado), passaram a pipocar mestrados internacionais no país. Ou seja: cursos em inglês gratuitos em todas as áreas, embora os bacharelados sejam em alemão (com raríssimas exceções). O ensino superior na Alemnha é gratuito. São poucas as faculdades privadas e é possível escapar delas com boas opções públicas. O que se paga por aqui é uma taxa de matrícula semestral – entre 150 e 300 euros, conforme a cidade – que já inclui o ticket para o transporte local. Então, para quem planeja arriscar um voo solo no exterior para uma especialização, a Alemanha é o caminho mais fácil, já que não é preciso entrar na briga por bolsas de estudo.



Verão – Dias que amanhecem as 3h30 e anoitecem depois das 22h. O mês mais aguardado do ano, sem dúvidas. Sim, o mês: porque o verão por aqui não é exatamente uma estação inteira. Sair de casa com os braços de fora e nem pensar em levar um casaquinho (mesmo que leve) é raridade. E nesses dias de “raridade”, os 30 graus parecem ser 40. As casas, as cidades, os transportes: nada épreparado para o calor. Em alguns Estados, quando os termômetros passam dos 30 graus as aulas são canceladas. Mas nem todo mundo tem a mesma sorte. Para quem trabalha, o jeito é driblar a massa quente com ventiladores e esperar. A única certeza é que o calor dura muito pouco.



Xenofobia – Esse é um assunto sério no país. A xenofobia existe sim e é um problema grave. E não é apenas contra um grupo étnico distinto: é contra todo mundo que não é alemão. Antes que eu seja execrada, quero dizer que sim, existe uma grande maioria de alemães que convive perfeitamente com um país internacionalizado. Mas se você é estrangeiro, mesmo que fale a língua e seja loiro e de olhos azuis vai enfrentar problemas (em maior ou menor escala) em algum momento. Isso vale para empregos, para amigos, para a simpatia no atendimento, para resolver os problemas. Mas vale muito na hora de alugar casa: como estrangeiro, mesmo tendo emprego, grana e afins, é sempre mais difícil conseguir um apartamento. Uma vez que os imóveis aqui não são de quem chega primeiro – ocorre sempre um tipo de entrevista e todo mundo vai arrumado ver casa – os alemães acabam sempre tendo a preferência.



Zelador – O zelador do prédio será o seu melhor amigo aqui na Alemanha. É quem arruma a torneira com vazamento, o chuveiro que tem cal (sim, porque a água é muito alcalina e vai entupindo tudo com o tempo). Se você morar em um condomínio estudantil, esses serviços costumam estar incluídos. Se não, leia com atenção o contrato. Tive um problema sério com isso. Apareceu uma mancha de mofo na minha parede na época em que vivia em Berlin em um apartamento térreo – e isso é uma coisa séria e que precisa ser resolvida o quanto antes – e a administradora do prédio disse que o zelador passaria lá para resolver. Eu disse que não precisava, que eu mesma faria. Já tinha aprendido com o zelador do prédio anterior que a única coisa que resolve esse problema é um spray anti mofo que vende nas lojas de material de construção, para uso profissional. Os do mercado não valem nada. Enfim: o homem foi lá, jogou o spray, esperou três minutos, secou com um pano e foi embora em menos de dez minutos. Veio a conta: 65 euros.



... – Essa é a primeira “amostra grátis” do Alemanha de A a Z. A ideia é continuar escrevendo sobre os mais diferentes aspectos do país. Por isso, se gostou, comente. Se não gostou, comente também. Sugestões de novos verbetes são sempre bem vindas. É só deixar um recado.

14 comentários:

Mônica Torres disse...

Perfeito, Ivis! tive uma mastra ridiculamente curto do que é a Alemanha e o teu "manual" ajuda muito a compreender os alemães e tudo o que vi. Gostei especialmente dos verbetes sobre ordem, educação, xenofobia e teimosia, não necessária mente nesta ordem ; )

Maria Teresa Dias disse...

Amei de A a Z! Adorei o texto e por compartilhares cultura. Um olhar sensível e crítico de quem se envolveu na cultura mas tomou distância para tecer o seu olhar. Gostaria de deixar minha sugestão, por curiosidade e por outras postagens que já compartilhaste. Gostaria de saber mais sobre o lazer, praças, opções em geral de diversão individual ou em família, costumes das famílias. A música,(folclórica, atual, músicos de rua, conservatórios e arte em geral).Ah! Por favor não esqueça das comidinhas e se der.... uma receita fácil pra gente aqui de tão, tão distante sentir que é um pouquinho alemão também. Nossa cidade tem uma ligação especial com a Alemanha e manter viva esta cultura é manter este elo. Obrigada por compartilhar conhecimentos tão ricos. Bjks

Sandra disse...

Oi Ivana, adorei este post! Moro na Suíça e vejo que alguns dos itens, como Domingo, Ordnung e Pontualidade, por exemplo, se aplicam tambem aqui :-). Fiquei com vontade de fazer uma guia alfabético como esse para a Suíça, rs... e queria já te pedir de antemão, autorização para a reprodução do conteúdo, citando obviamente o seu blog como referência pela idéia. Excelente post! Um abraço!!!!

Sandra disse...

Ops... quis dizer, reprodução da idéia e não do conteúdo :-)

Demian Machado disse...

Perfeito Ivana!

Você poderia fazer um futuro a-z do mau humor alemão, por exemplo, ou da teimosia, imagino que do último não faltarão letras!

Wilma Santos disse...

Adorei conhecer um pouco do que é ser alemão, achei intrigante não sentir orgulho de ser alemão,não exibir a bandeira e tal, e ser xenófobo (diga-se que isso eu já tinha conhecimento, não todos, evidentemente), deve ser grave mesmo.

Wilma Santos disse...

Adorei conhecer um pouco do que é ser alemão, achei intrigante não sentir orgulho de ser alemão,não exibir a bandeira e tal, e ser xenófobo (diga-se que isso eu já tinha conhecimento, não todos, evidentemente), deve ser grave mesmo.

Marcia Schleich disse...

Para variar, muito bom. Vocês são excelentes. Parabéns!

Anônimo disse...

Olha sinceramente eu jamais tive 1 problema sequer pelo fato de ser estrangeiro. Pelo contrário. Pude escolher entre 2 diferentes propostas de emprego, todos os meus amigos são alemães e nem conheço nenhum brasileiro por aqui onde moro. Moro em Bayern perto de Erlangen num Dorf chamado Röttenbach. Hoje moro em uma casa e tampouco tive problemas em alugá-la. Inclusive nem paguei Kaution. Realmente de romenos e poloneses fala-se muito mal e eu me junto com os alemães pra falar mau deles mesmo.

Anônimo disse...

E digo mais, é capaz de um Ossi ter mais dificuldades por aqui do que um estrangeiro.

Léa Silva disse...

Oi! Parabéns! Mt interessante! Preciso de sua ajuda p entender algumas coisinhas q preciso entender. Podes me ajudar?

Elemer Maiberg disse...

OI IVANA! PRA QUEM NASCEU EM BLUMENAU AS UNS TEMPOS ATRAS SE IDENTIFICA MUITO COM O JEITO ALEMAO.EU ATE HOJE TENHO INFLUENCIAS DA MINHA EDUCAÇAO DE INFANCIA.NAO ME ATRASO E NAO TOLERO ATRASO,NAO JOGO LIXO INDEVIDAMENTE,NAO ENCHO O SACO DE NINGUEM,ETC. MUITO LEGAL TEU BLOG.ABS

WILSON ALCIR souza disse...

Adorei me senti na alemanha ...abraços

Susan disse...

Aaaaaaaaaaaaaaah, continue escrevendo pra sempre! Adorei cada detalhezinho!

de volta à nave mãe - desde 2008 © Ivana Ebel