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terça-feira, 13 de abril de 2010

O pior ano de nossas vidas

A semana tem sido corrida a ponto de não dar tempo de pensar. Ou digerir tudo o que está acontecendo. Nesta sexta-feira, dia 16, será a apresentação final do projeto de um ano que faz parte do currículo obrigatório do mestrado em Digital Media que estou fazendo, aqui em Bremen. Foi um ano duro, muito duro e tudo o que eu mais quero é que acabe logo.

Academicamente falando, posso dizer que foi o pior ano de nossas vidas. Minha, no meu projeto e do Joatan, no dele. O que começou com aquela curiosidade de lidar com pessoas de diferentes países e culturas, culminou em uma sequência tão grande de problemas e desentendimentos que tudo o que eu quero é esquecer. Falo isso por mim, não por ele.

No fim das contas, perdeu-se mais tempo tentando conciliar diferenças, egos, falta de talento do que produzindo algo concreto, em si. Aprendi muito, claro. Mas como pessoa, sou muito pior, agora. Tenho uma série de preconceitos que eu não tinha, ressalvas com culturas que antes sequer conhecia. Claro que nesse tempo também fiz amigos: uns que quero manter mas, a maioria, apenas por circunstância e sei que não vou falar com esses nunca mais a partir de sexta-feira, a não ser que, por coincidência,tropece com eles na rua. Como cada um vem de um canto do mundo, as chances são poucas.

Particularmente, estudei muito e hoje domino temas que antes eu nem sonhava que existiam. Mas preferiria ter feito isso de outra forma: com mais cursos e matérias, sem ter que andar com o freio de mão puxado porque muita gente não sabe onde fica o acelerador. No fim das contas, sei que me sai bem, mas poderia ter me saído muito melhor. Projeto, daqui pra frente, só faço em grupos em que eu possa descartar no caminho aqueles que não estão contribuindo. Nunca mais vou trabalhar com bolas de ferro amarradas à canela.

E que venha a tese... o doutorado... e o que mais tiver que vir :)

4 comentários:

Evandro Baron disse...

Bem-vinda de volta. Tomamos um chope pra esquecer os dissabores e outro pra celebrar as conquistas. Grande beijo.

Pedro disse...

Ivana, acho que no fim das contas essa experiência ruim conta para a listinha de "coisas que aprendi que não se deve fazer". No fim das contas, é tudo válido.

What don't kill ya make ya more strong :)

Josy disse...

Querida Ivana,

Costumo falar sempre que todas as pessoas tem algum ensinamento para nos passar. E que só existem duas formas de aprendizado, uma pela dor e outra pelo amor. Apesar da dura experiência você saiu muito melhor, tenha certeza disto.
Beijos,

Bart disse...

Sinto ter que informar que na maioria das vezes você não tem escolha, tem que tocar projetos com gente incompetente. Seja porque o tomador de decisão, vulgo chefe, ainda não percebeu a incapacidade do seu colega ou simplesmente por politicagem (sobrinho do chefe?).

Dessa forma, aprender a conviver com incompetência e contornar os problemas que ela causa no andamento normal dos seus projetos é importantíssimo. Mais importante que isso, claro, é conseguir identificar a incompetência antes do comprometimento (o que nem sempre depende de você).

de volta à nave mãe - desde 2008 © Ivana Ebel