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sábado, 8 de outubro de 2011

A estranha sensação de não pertencer a lugar algum

O Blog parece largado às traças, mas em pensamento, tenho produzido muita coisa pra cá. Só faltou tempo pra escrever. Estou de férias, no Brasil, desde o começo de setembro. O primeiro mês foi em Florianópolis, com a família do maridão. Agora que ele voltou pra Alemanha, to em Blumenau, na casa da minha mãe... Além disso, fechamos nosso apartamento em Bremen, encaixotamos a vida, jogamos os móveis fora (não dava pra levar...) e vamos começar uma nova etapa em Berlin.

Devia estar me sentindo em casa aqui – e é claro que me sinto à vontade na casa da minha mãe -, mas o sentimento não é tão simples assim. Estou experimentando uma sensação de deslocamento e de não pertencer a lugar algum. Nunca morei nesta casa (apesar de o endereço ser o mesmo, minha mãe se mudou para uma casa nova e melhor nestes anos que estive fora): não sei onde ficam as coisas, não sei bem as regras, não lembro onde ascender as luzes.

Por outro lado, estou perto dela, de primos que amo tanto como se fossem meus irmãos, de tias que sinto falta, amigos e vizinhos. Fiz coisas que há anos não fazia e me senti feliz demais por isso: acompanhei uma visita do governador (mesmo que o dono da faixa tenha mudado!), comi jabuticaba do pé, vi o sol se por na praia, enjoei de tanto comer ostras, tenho a minha velha gata Cleópatra para esmagar na hora do café. Mas estou longe do meu marido e isso deixa tudo meio incompleto. De certa forma, estou vivendo um “parênteses” na minha vida: um tempo em que não pertenço a lugar algum, que não tenho uma casa pra chamar de minha...

Mas entenda isso como tristeza. Na verdade, os parênteses tem sido muito produtivos! Voltei a trabalhar no jornal, o Santa, onde comecei minha carreira de jornalista em 1994... O clima de redação, horários de fechamento, separar fotos, escrever, escrever... ai! Me apaixonei pelo jornalismo outra vez como há muito não acontecia. E isso tem sido muito bom! Ganhei – pela primeira vez na vida – uma coluna só minha! Se chama Conexão Alemanha e sai no suplemento Oktoberzeitung, que fala das festas de outubro no Vale do Itajaí.

Vou colocar as colunas aqui no blog, afinal, elas seguem um pouco a linha do que escrevo por aqui... e assim divido com mais gente esse trabalho que está me deixando tão feliz!

E para ilustrar o post, fica uma foto da abertura da Oktoberfest de Blumenau, com a cerimônia de sangria do primeiro barril de chope feita pelo Governador Raimundo Colombo e pelo prefeito João Paulo Kleinubing. Vale dizer que ganhei o caneco do vice-prefeito Rufinus Seibt (que aparece bem na esquerda da foto), amigo querido e de longa data ;) e bebi do primeiro chope servido na festa :)

3 comentários:

Lu Bemfica disse...

Lindo. Teu texto sempre me emociona. Tem gente que nasce com o dom de ser cidadão do mundo e tu és uma dessas raras criaturas. Nunca vou esquecer que tu, galeguinha danada, fostes quem me fez sentir menos perdida e mais acolhida em Blumenau naquele 1994. Amizade que é pra sempre. Prefiro dizer que tens o dom de ter o mundo no teu lugar. Um beijo.

Lucinéia disse...

Uauuu...você já está 03 anos na Alemanha...
Encaixotar a vida, limpar gavetas, mudar de lugar. Mudanças nunca são simples...mas é pra isso que servem as asas...para que voem livre e feliz pelo tempo que for necessário. As raízes? Acredito que sempre estarão por aqui, mas agora você pertence a um mundo muito maior, e o seu amor não está do seu lado. Aos poucos suas raízes vão se engrandecendo por cada lugar que passar...
A casa da mãe, sempre será a casa de sua mãe: o colo, o abraço e o amor incondicional insubstituíveis, mas nunca mais será a mesma coisa como nos dias de sua infância...não foi só a casa que mudou, a Ivana de hoje é outra...
Confesso que ainda não li sua coluna, farei isso com calma e voltarei pra dar minha opinião.
Obrigada por ler meu blog, fico orgulhosa e agradecida, fique a vontade em dar sua opinião sempre.
Estávamos bem tumultuados com muito trabalho por aqui, mas por favor...não vá embora sem combinar algo, gostaria muito de te encontrar, te abraçar e dizer olhando nos seus olhos que sempre torci por você em qualquer lugar que estivesse, quero te desejar boa sorte...Ivana do Mundo!!!

Lucinéia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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